Por adriano.araujo

Rio - Convênio entre Brasil e Japão para a redução dos riscos de desastres naturais deu mais um passo nesta semana em Petrópolis. Quatro engenheiros japoneses realizaram reuniões com técnicos das secretarias de Proteção e Defesa Civil e de Habitação para tomarem conhecimento sobre as políticas municipais de prevenção e resposta a desastres, habitação e planejamento. O convênio, com duração de quatro anos, foi firmado no fim do ano passado e também envolve os municípios de Nova Friburgo e Blumenau (SC).

Na Defesa Civil, os engenheiros japoneses conheceram o Plano de Contingência de Petrópolis, apresentado pelo prefeito Rubens Bomtempo em dezembro, que define o que cabe a cada órgão no caso de um desastre das chuvas. Os técnicos da Defesa Civil também falaram sobre o Plano Municipal de Redução de Riscos — a última versão é de 2007. A prefeitura já contratou empresa especializada para atualizar o plano.

Parceria permitirá evitar tragédias em períodos de fortes temporaisDiário de Petrópolis / Banco de Imagens

Os engenheiros Kitamura Tadanori e Toshinori Morita perguntaram se algum beneficiário do aluguel social continua morando em área de risco. O diretor técnico da Defesa Civil, Ricardo Branco, explicou que a secretaria realiza vistorias para a concessão do Aluguel Social, não autorizando o pagamento quando o imóvel representar risco para o morador. Técnicos japoneses já estiveram em Petrópolis nos últimos meses para conhecer as principais áreas de risco do município.

A parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) visa ao fortalecimento da cultura de prevenção nos três municípios e ao compartilhamento entre os dois países de experiências e tecnologias de monitoramento, prevenção e alerta. Ao final, serão produzidos manuais com orientações para planejamento urbano, reconstrução de áreas atingidas por desastres naturais e emissão de alertas preventivos.

Em maio, dois técnicos da Prefeitura de Petrópolis irão ao Japão para nova troca de experiências. “A base do trabalho é um bom diagnóstico. Os padrões de vida do Japão e daqui são muito diferentes, então é preciso que eles conheçam a realidade da cidade”, disse Ana Maria Zanetti, subsecretária de Habitação.

Empresas querem mais prazo

Empresários e sindicatos da Região Serrana, liderados pelo diretor do Instituto Empresarial Rio, lutam desde fevereiro de 2013 pela prorrogação do prazo de pagamento dos financiamentos concedidos no âmbito do BNDES PER (Plano Emergencial de Reconstrução), adquiridos em função da tragédia que atingiu a região em janeiro de 2011. O grupo conseguiu incluir uma emenda na Medida Provisória 631/2013 que prevê a prorrogação desse empréstimo em 24 meses após a data prevista para o vencimento, mantendo os mesmos encargos financeiros firmados no contrato. A data de pagamento teve início entre março e junho de 2013, com vencimento final 36 meses depois. A Medida Provisória precisa ainda ser aprovada pelo Senado e sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

Claudio Tângari, presidente do Sindmetal (Sindicato das Indústrias Metal-Mecânicas de Nova Friburgo), disse que a intenção em diluir o saldo devedor tem como objetivo reduzir a prestação mensal, o que dará fôlego às empresas, e com isso, contribuir para retomar a atividade econômica dos municípios.“Há muitos casos de empresas que não estão conseguindo pagar os empréstimos porque as prestações estão muito elevadas”, disse o empresário.

?A redação-móvel do DIA circula pelo Estado do Rio em uma Fiorino da Fiat

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