Prefeitos do estado vão à Câmara Federal pedir antecipação de royalties

Proposta de Medida Provisória será apresentada na próxima terça-feira, em Brasília, pelo prefeito de Macaé

Por rosayne.macedo

Rio - Prefeitos do estado vão se reunir na próxima terça-feira (7) com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e representantes da bancada do Rio em Brasília para levar a proposta de Medida Provisória para antecipação dos royalties. O anúncio foi feito pelo prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio (PV), que articula o apoio federal, com apoio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). 

Uma cópia da proposta de MP foi apresentada durante encontro realizado nesta quarta-feira (1) com o presidente da Alerj, deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), após reunião na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Casa para investigar as possíveis perdas econômicas, financeiras e sociais que sofreu o estado, nos últimos dez anos, por influência da crise na Petrobras.

Para Dr. Aluízio, as intervenções são necessárias para que os municípios possam manter o mínimo de estabilidade econômica, assegurando, desta forma, os investimentos em questões prioritárias como educação, saúde e infraestrutura. 

"Precisamos do apoio dos nossos deputados para que saiam em defesa de uma causa que afeta, em cadeia, todo o estado e o país. Precisamos que o governo federal olhe para nossa região com a prioridade que o momento requer. Não podemos permitir que os municípios sofram ainda mais com a dificuldade orçamentária, já que, em média, na região, as perdas variam de 50 a 60%", afirmou Aluízio.

Medida Provisória

A proposta de Medida Provisória (MP), elaborada pela Prefeitura de Macaé, dispõe sobre um Programa Governamental de Suporte Estratégico e Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro e dos Municípios Produtores de Petróleo.

O documento estabelece a antecipação dos royalties, na média do que foi repassado em 2014, durante os anos 2015 e 2016, por meio de financiamento especial promovido pela União.

A MP trata ainda de alterações na aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal, especialmente ao atendimento das metas fiscais e aos limites de despesa com pessoal, para o caso das medidas adotadas não mitigarem, em pelo menos 80%, as perdas da receita proveniente dos royalties do petróleo em comparação ao exercício de 2014.

Perdas de investimentos

Segundo Dr. Aluizio, recém-eleito presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), o estado deixará de ganhar R$ 105 bilhões em investimentos relacionados ao setor petrolífero, de acordo com previsão da Federação das Indústrias do Rio (Firjan).

“Os municípios que compõem a Ompetro perderam 50% da arrecadação dos royalties, cerca de R$ 1 bilhão que deixarão de entrar no orçamento das cidades, o que compromete diretamente a empregabilidade e o investimento em políticas públicas, pois é um efeito cascata”, completou.

O secretário executivo da Ompetro, Marcelo Neves, sugeriu à CPI da Alerj uma parceria com a Receita Federal para efetuar cálculo sobre custos de produção maximizados e um projeto que crie um fundo para ser utilizado pelos municípios mais afetados em momentos de crise.

“Se os custos de produção foram maximizados, tanto a Receita quanto os estados e municípios produtores tiveram perdas em seus repasses. A entidade tem todo o aparato para fazer esse cálculo corretamente. Então, dei essa ideia da parceria para a Alerj trabalhar em conjunto”, comentou o secretário.

* Com informações da Alerj e Prefeitura de Macaé


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