Por nicolas.satriano

Rio - Os cerca de 53 mil visitantes da Brasil Offshore 2015, não vão apenas frequentar o Centro de Exposições de Macaé, onde acontece o evento. Durante os três dias da feira de petróleo, em junho, eles movimentarão diversos setores de Macaé, no Norte Fluminense. Hotéis e pousadas, por exemplo, já estão vendendo os pacotes. Muitos com o preço bem mais alto, como é o caso do Hotel Blue Tree, que fica no final da Praia do Pecado, e conta com 130 apartamentos. As diárias chegam a aumentar 60% em comparação com o preço normal. Pacotes com os três dias variam de R$ 1.800 a R$ 4.500. Para duas pessoas, passa de R$ 630 para R$ 2.100 e para três, vai de R$ 825 para R$ 2.740.

O empresário Diego Dias%2C do Kebäb Store%3A “É uma época excelente porque há 70% de aumento. Também contrato dois garçons e dois cozinheiros”Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

De acordo com a gerente Paula Lima, nos dias do evento, o local fica com a sua ocupação completa. “As empresas procuram antecipar as hospedagens de seus funcionários. Parecido com a Fórmula 1, que acontece em Interlagos, em São Paulo. Estamos com 50% da capacidade vendida. Em outras feiras tivemos que colocar camas extras para atender à demanda. Quem faz reserva tem 30 dias para pagar pelo menos 50% do valor inteiro”, observou.

Muitos hotéis e pousadas aproveitam para faturar mais. Apesar de Macaé ter a segunda maior rede hoteleira do estado, perdendo apenas para a capital, não há leitos suficientes para os visitantes. Por isso, várias pessoas preferem se hospedar em cidades vizinhas. O recepcionista de uma pousada de Rio das Ostras, que não autorizou a divulgação do nome, disse que, durante a feira, os 25 quartos ficam cheios. “O movimento sobe 50%. Fechamos pacotes para os três dias. Um quarto para uma pessoa, que custa R$ 580 em três diárias, vai para R$1.950 no período”.

Para o prefeito de Macaé, o Dr. Aluízio (PV), essa não é uma boa estratégia. “Os empreendimentos têm que tentar outras alternativas, mas não aumentar o preço nessa ocasião. Não é o que queremos. Sabemos que muita gente vem para cá, mas subir o valor faz com que os turistas não voltem em outras épocas do ano, como queremos fomentar”.

Moradora de Macaé, Sandra Cristina consegue fazer um pé de meia com o evento. “Já aluguei as minhas 22 quitinetes. Cabem de uma a três pessoas em cada uma. Vem gente de vários estados, como Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo. Cobro de R$ 550 a 600 a diária, dependendo do tamanho de cada espaço”.

Gastronomia e transportes aquecidos

Já o setor gastronômico, além de faturar mais com os visitantes da feira que frequentam bares e restaurantes, tem a intenção de divulgar os outros eventos, como o Festival da Sardinha e do Camarão. “No meu bar, vou fazer uma combinação de um prato com uma cerveja artesanal brasileira. É uma época excelente porque há 70% de aumento mais ou menos.

Na última Brasil Offshore, em 2013, cabiam aqui cerca de 50 pessoas. Tive que colocar mais 20 mesas, com quatro lugares cada do lado de fora, e mesmo assim, tinha fila. Também contrato dois garçons e dois cozinheiros”, contou o dono do Kebäb Store, Diego Dias.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé, Antonio Gondim, disse que está buscando a capacitação dos profissionais no setor. “Temos que qualificar o profissional para que atenda bem as pessoas que vão vir. Melhorando o atendimento e o serviço, podemos fazer com que todos voltem para a cidade e movimentem cada vez mais a economia da região”, destacou.

Segundo o prefeito, Dr. Aluízio, serão 122 táxis a mais circulando durante o evento. A diretora de atendimento da Localiza, Cristina Chaves, confirma o aumento de demanda por aluguel de carros. “Durante a feira, a empresa oferece mais automóveis porque a procura cresce cerca de 30%. Fazemos um treinamento especial para os funcionários e estendemos a carga horária da locadora durante os três dias”, afirmou.

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