Balanço mostra que a população de rua diminuiu em Itaboraí

Número de atendimentos a pessoas em situação de rua na unidade de referência caiu de 19 em fevereiro para três em junho deste ano

Por lucas.freitas

Iraborái - O Centro de Referência para População de Rua (Centro POP) de Itaboraí completou um ano de funcionamento no último mês de junho. No período, foram prestados 104 atendimentos a pessoas em situação de rua. No entanto, a procura pela unidade vem caindo desde o último mês de fevereiro, quando foram registrados 19 atendimentos. Já em junho, foram apenas três.

"Boa parte das pessoas que procuraram o Centro POP em fevereiro era de demitidos do Comperj, que ficaram em situação difícil depois que foram dispensados por conta da paralisação das obras do empreendimento da Petrobras. Fizemos um esforço para tentar ajudá-los, com ajuda do Estado conseguimos custear a passagem de alguns de volta às suas cidades de origem e também fizemos junto ao Sine o encaminhamento daqueles que pretendiam ficar na cidade ao mercado de mercado”, explica Fábio Krespane, coordenador do centro.

O eletricista Paulo Henrique de Rezende, 52 anos, viveu na rua depois de buscar uma oportunidade sem sucesso na terra que prometia ser o eldorado por conta do Comperj. Ele foi um dos que procurou o Centro Pop e com ajuda de um comerciante que lhe emprestou um quarto para morar, conseguiu reingressar no mercado de trabalho. Hoje, não pensa mais em voltar para casa no Rio de Janeiro, quer viver em Itaboraí, onde reingressou no mercado como autônomo, consertando televisores e aparelhos de telefones celulares.

"As coisas não saíram como imaginei, mas encontrei em Itaboraí pessoas de bom coração que me estenderam a mão. Sair daqui para quê?”, indaga Paulo, dizendo que quer deixar para trás os momentos difíceis que passou ao ficar desempregado e numa cidade onde não conhecia ninguém.

Uma vez por semana, Paulo ainda vai ao Centro Pop para usar a lavanderia. “Por enquanto, lavo minhas roupas aqui, aos poucos estou conseguindo dar a volta por cima”, diz o eletricista.

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