Editorial: Direito de voz deve ser respeitado

Há os que defendem Dilma e Lula, e a estes todos precisam conceder o direito de falar

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio -  Partidários de Lula e de Dilma Rousseff organizam para hoje série de manifestações a favor do governo e contra o impeachment. É tentativa de resposta aos atos de domingo passado, quando três milhões de pessoas tomaram as ruas em repúdio aos escândalos. Espera-se que, também agora, predominem a paz e a tolerância com o divergente.

Mas muita coisa aconteceu em apenas cinco dias. A temperatura subiu vertiginosamente em Brasília, e o rastilho de pólvora percorreu todo o país — só não se sabe quando tudo vai explodir. Animosidades e intransigência alcançaram grau insuportável nas últimas horas, com tentativas vãs de desqualificar o outro lado, o que pode perigosamente descambar para a violência gratuita.

O Brasil é um Estado Democrático de Direito com prerrogativas inabaláveis, e uma delas é a liberdade de expressão e de manifestação. Há os que defendem Dilma e Lula, e a estes todos precisam conceder o direito de falar. Tristemente, e com temor, poucos querem ouvir. 

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