Por paulo.gomes
Publicado 03/04/2016 21:51 | Atualizado 03/04/2016 21:52

Rio - Os efeitos da guerra política que se estabeleceu em Brasília não são só a imagem do Brasil arranhada no mundo todo, devido aos sucessivos escândalos de corrupção. É bem pior. É a decadência dos filhos desta nação que, além do desemprego, estão morrendo nas filas dos hospitais ou vítimas da violência urbana. Trata-se de um efeito cascata que está levando o país para um quadro decadente. E a queda de braço continua, ficando a oposição obcecada pelo impeachment e a situação engessada sem governar. No meio, mais de 200 milhões de brasileiros incrédulos e sem opção que represente dias melhores.

Se por um lado a situação tem a seu favor 54 milhões de votos que, democraticamente, escolheram quem comandaria a nação, por outro a oposição trabalha para desestabilizar a governabilidade, o que tem conseguido. Se de um lado há provas que levaram políticos e empresários para a prisão, de outro há enxurrada de acusações de que não se sabe a veracidade. O cidadão não sabe no que e nem em quem acreditar.

Devemos isso à lastimável classe política que, além de ter percentual enorme de investigados por diferentes crimes, se agride da forma mais baixa possível. Tentam, por exemplo, desqualificar um dos maiores líderes populares de nossa história, esquecendo-se da presunção da inocência. Na mesma direção, buscam manchar o trabalho de um juiz, mas não reconhecem os resultados positivos já alcançados. Questionam a presidente e visam a retirá-la a todo custo do cargo, desrespeitando a vontade da maioria dos eleitores. Gostando ou não, essa é a realidade proporcionada pela democracia. Aliás, o que parece é que esta é utilizada apenas para o discurso, pois o que todos, sem exceção, buscam é o poder e a vantagem para os seus grupos, deixando a coletividade à margem dos seus interesses.

De real, o que existe é um total desrespeito por parte de todos aqueles eleitos para representar a sociedade como um todo. A cada sessão no Conselho de Ética ou nos plenários da Câmara dos Deputados ou no Senado, o nível parece pior, com atitudes que nada condizem com o papel que cada um deveria exercer.

Infelizmente, diante do atual contexto, não há um nome que represente mudança ou um horizonte promissor para o país, muito pelo contrário.

Alan Pereira é Jornalista

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