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Marcos Espínola: não parece. É guerra!

De janeiro a junho teve tiroteio todos os dias no Rio. São Gonçalo, Complexo do Alemão, Duque de Caxias, Penha, Cidade de Deus e Praça Seca lideram esse ranking perverso

Por karilayn.areias

Rio - Muito se tem falado que a violência no Rio está similar à de uma guerra. Em verdade, podemos afirmar que não é algo parecido, mas, sim, uma guerra civil constituída. Roubos, sequestros, arrastões, tiroteios, balas perdidas e policiais assassinados acontecem diariamente. Estamos sendo atacados. Os direitos dos cidadãos foram sequestrados, e a ficha do governo federal ainda não caiu. Trata o assunto com superficialidade. Não são alguns policiais da Força Nacional que vão reverter as ações de narcoguerrilheiros fortemente armados.

O criminoso veio para o asfalto, agindo com violência. Somos agredidos, seja por um celular, um carro, a bolsa ou uma bicicleta. Não há parâmetro e, como numa guerra, o inimigo não só surpreende como também tem agido para matar ou morrer. Não há respeito com a vida humana.

Temos disputas violentas entre facções por pontos de drogas. Confrontos entre criminosos e policiais que, bravamente, resistem numa missão quase suicida. Basta vermos os números de baixa somente de policiais militares neste ano, quase cem. E, agora, temos também a guerra dos bandidos contra os cidadãos, que estão sendo executados de forma cruel e fria num assalto ou por estar no lugar errado e na hora errada, sendo alvo de uma bala perdida.

De janeiro a junho teve tiroteio todos os dias no Rio. São Gonçalo, Complexo do Alemão, Duque de Caxias, Penha, Cidade de Deus e Praça Seca lideram esse ranking perverso. Chegamos ao absurdo de contarmos com as novas tecnologias para buscar proteção, como acontece com os aplicativos que indicam os locais onde estão acontecendo tiroteio. Seria cômico se não fosse trágico, mas hoje essa é a realidade do Rio que um dia foi cantado em verso e prosa. Copacabana, a Princesinha do Mar, hoje é palco de cenas lamentáveis de arrastão, tiro e agressão a turistas.

Tudo isso caracteriza a guerra que vivemos e que está numa crescente. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, além dos órgãos de inteligência e também as Forças Armadas, precisam urgente encarar o problema como de segurança nacional; afinal, o Rio é uma região do país que está sendo invadida por inimigos da sociedade e, sozinho, o Estado não tem condições de reagir e vencer essa guerra. Precisamos de uma repressão eficaz ao crime, retomando territórios e implantando outros serviços sociais.

Assim, ficará claro que o Poder Público é mais forte.


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