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Fernando Scarpa: afinal de contas...

Pesa no nosso bolso de povo, e a cultura de cortar a própria carne, o governo não quer desenvolver

Por thiago.antunes

Rio - A cultura de sacrificar o povo com aumento de impostos é infalível, não sai de moda. O número de funcionários a serviço do governo atende a necessidades pessoais e políticas de senadores e deputados. Não precisamos desse enorme contingente para fazer funcionar o país.

Pesa no nosso bolso de povo, e a cultura de cortar a própria carne, o governo não quer desenvolver. Quem sabe o novo ministro da Cultura sugere ao presidente? Cansa carregar o país nas costas, desanima viver.

Já escutei o ex-presidente Lula afirmar que Temer tinha que ter coragem e aumentar os impostos para cobrir o buraco do orçamento. Pitaco aceito, gasolina já tem novo preço. Lula sabe das coisas, é o povo quem paga sempre. Afinal de contas, e bota conta nisso, a gestão do PT inchou e pendurou foi gente no nosso bolso.

Não adianta gritar nem juiz embargar reajuste, que vem desembargador com salário reajustado e, em dia, cassar a decisão de primeira instância em nome do equilíbrio da nação. Afinal de contas, outra vez a palavra volta ao texto. “Pouca farinha, meu pirão primeiro”, diz a sabedoria popular. Aumentou a gasolina, aumenta tudo. Esperta maneira de captar mais dinheiro e angariar alto índice de rejeição, a sociedade não vai compreender, não adianta insistir.

Temer quer se ver livre do parecer favorável à sua denúncia e, ao mesmo tempo, deseja aprovar a Reforma Trabalhista. O balcão de negócios está aberto, Brasília dá show de negociação. O brasileiro está confuso, vem bala perdida na rua e na política. A televisão nos acordou semana passada com a prisão do ex-presidente do Banco do Brasil, justo ele que tinha ido para a Petrobras resolver a crise, mas, envolvido em corrupção, caiu por terra.

Esses senhores grisalhos acreditam, em plena Lava Jato, que o crime compensa. O vil metal fascina, faz perder a cabeça. Depois de flagrados e presos, choraram e, com cara de honestos, declaram que tudo será esclarecido.

Não têm papel assinado, seria cômico se tivessem. Já imaginaram o sujeito entregando o bolo de dinheiro e apresentando recibo? Sem assinar não recebe. Não faltaria corrupto falsificando assinatura para entrar em posse da bufunfa e depois negar o jamegão. Aguardemos, a semana promete.

Fernando Scarpa é psicanalista

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