11 de agosto: Dia do Estudante

Ser estudante não se limita apenas a agregar o ensinamento regido por uma matriz curricular pedagógica, mas a tudo o que aprendemos e transmitimos em nosso cotidiano

Por Wagner Victer Secretário de Est. de Educação do RJ

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"Sempre serei um estudante." Provavelmente quem achou essa frase estranha, talvez acredite que há pouco ou nada mais a aprender. No entanto, além de fazer menção ao desejo de buscar continuamente novos conhecimentos e lições, como todo aluno, a declaração é para lembrar que, hoje, é comemorado o Dia do Estudante e que todos foram e assim continuarão a ser - seja em sala de aula ou na vida.

É uma data que gosto de recordar pelos bons tempos que vivi como estudante e, também, por estar à frente da Secretaria estadual de Educação e ter a missão de estimular, juntamente com os servidores e demais funcionários da pasta, promover e dar acesso a cerca de 650 mil alunos de diferentes perfis, histórias de vida e conquistas. Lembrar essa época é recordar os anseios e uma boa parte da vivência social de qualquer um. 

Rememorar quando nossos pais nos levavam na creche ou na escola de Ensino Infantil, caracterizando os primeiros "distanciamentos" repentinos - no instante em que nos deixavam e voltavam para nos buscar, sentindo que passaram um mês longe, mas que na verdade tinham sido apenas algumas horas. Depois, na adolescência, conquistamos a "independência" de ir sozinhos à escola e começamos a ter novas experiências. Adultos, no Ensino Superior, passamos a definir com exatidão a carreira profissional. 

Cada lembrança de estudante é preservada na memória e relembrada em momentos distintos de nossa vida. Eu, por exemplo, estudei em escolas públicas, fui aluno do Colégio Estadual Professora Maria de Lourdes de Oliveira Tia Lavor, na Ilha do Governador, e conheci a própria educadora que deu nome à unidade. Hoje, estar à frente do órgão no qual a unidade de ensino é atendida é algo que era difícil imaginar no tempo em que ingressei na mesma e que me deixa emocionado e realizado.

Desde que iniciei minha trajetória na Educação, a sensação de que é valioso esse tempo em que professores e estudantes passam em escolas aumentou. Por isso, não é exagero citar que se um docente considera que tem, por exemplo, 20 "filhos" em sala de aula; um diretor de escola, 200; posso dizer que sinto que também tenho 650 mil "filhos".

Em devidas proporções, é uma preocupação diária saber se os alunos estão alimentados e se a merenda foi distribuída adequadamente; se chegaram ao colégio; como estão a frequência e o desempenho escolar, e outras preocupações rotineiras. Possibilitar que os alunos tenham uma boa passagem e recordem os anos em que permaneceram na escola é uma tarefa árdua. Se, no futuro, lembrarem com saudade esse tempo que passaram em salas de aula e as experiências vividas, será compensatório saber que, de certa forma, participei desse processo.

Ser estudante não se limita apenas a agregar o ensinamento regido por uma matriz curricular pedagógica, mas a tudo o que aprendemos e transmitimos em nosso cotidiano. 

Por isso, alunos, lembrem-se desse dia 11 de agosto com certa nostalgia do tempo que foi e do que ainda vai embora e aproveitem esses instantes vividos nas escolas.

Daqui a alguns anos, quando reencontrarem os colegas em reuniões de turmas, surgirá a lembrança dos momentos e das conversas nos colégios, dos professores e das amizades feitas e perpetuadas e recordarão a sensação do que era ser estudante e que, na verdade, o sentimento não terá acabado.

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