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Por Michele Joia Autora de 'A Inclusão de Crianças na Escola'

Rio - Hoje é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Neste data tão especial, devemos festejar as lutas travadas e agradecer as vitórias para as pessoas com deficiência! Mas devemos, ainda, manter a luta de pé, pois temos muito o que galgar!

Pessoas com deficiência não são pessoas incapazes, são pessoas com limitações, que precisam ser respeitadas e estes indivíduos estimulados para alcançar uma vida plena e de qualidade. Mas quem são as pessoas com deficiência? Quem precisa de apoio e cuidados diferenciados?

Chamamos de deficiente aquele que não consegue realizar algumas tarefas e se encontra impossibilitado de ser ativo por causa de algum acometimento físico ou mental. A luta dos direitos destes sujeitos é diária, cansativa, lenta às vezes, mas nunca em vão! Nós, que lutamos ao lado de pessoas com alguma dificuldade, percebemos que a deficiência vem do olhar das pessoas sem nenhuma deficiência. Pois não conseguem perceber, o que chamamos de 'olhar', a capacidade que estes indivíduos têm, independente de suas limitações.

Quem pensava, alguns anos atrás, em ver um adulto com Síndrome de Down na faculdade? Ou autistas virando médicos? Ou até mesmo casando?

Tudo isto se deu por causa de um motivo: inclusão! Se essas pessoas não recebessem apoio adequado na escola, inclusão de fato, adaptações quando necessário e até mesmo, sua família não acreditasse em sua autonomia... nada disso poderia ter acontecido.

A inclusão e o ensino de crianças especiais é a base para que sujeitos atípicos possam fazer parte da sociedade, da escola regular e da interação social. Grupo esse que se chama escola. A escola é, em algumas situações, o único grupo social de uma criança ou adolescente. Se este ficar sem a mesma, como será estimulado, uma vez que não participa de outros grupos onde possa trocar socialmente com alguém? A ideia de ir para a escola não está ligada somente à questão de aprender, mas também de aprender à conviver em sociedade, a brincar, a resolver situações da vida diária, entre outras situações do cotidiano.

Inclusão é o termo que se dá quando o indivíduo passa a fazer parte do ambiente em que se encontra. Não necessariamente estar dentro da comunidade, mas ser e se sentir ativo. Não ser passivo. Todos que fazem parte desta sociedade devem estar abertos à inclusão desse cidadão e devem aprender como lidar com as limitações do mesmo, de modo que todos façam parte desta integração.

Para aprender e incluir é necessário que o indivíduo sinta-se parte. A aprendizagem deve tornar-se um processo natural e espontâneo - até mais: ser prazeroso. Descobrir e aprender deve ser um grande prazer.

Acreditamos que a atuação docente especializada auxiliará na busca da autonomia e da felicidade. Parabenizo os profissionais e às famílias que fazem a diferença e não deixam de lutar por essa causa!

Michele Joia é autora de 'A Inclusão de Crianças na Escola'

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