Luís Pimentel: Antologia de sambas-enredo

O levantamento foi feito pela revista Música Brasileira, em 1999. Continua atual porque, seguramente, de lá para cá, não surgiram sambas que desbancassem esses aqui relacionados

Por O Dia

Luís Pimentel, colunista do DIA
Luís Pimentel, colunista do DIA -

Rio - O levantamento foi feito pela revista Música Brasileira, em 1999. Continua atual porque, seguramente, de lá para cá, não surgiram sambas que desbancassem esses aqui relacionados (possivelmente isso aconteça com o da Mangueira deste ano). Foram escolhidos por um júri de conhecedores: Aldir Blanc (cronista e compositor), Arthur Rocha (jornalista), Beth Carvalho (cantora), Cristina Buarque (cantora), Felipe Ferreira (jornalista e escritor, com doutorado em Carnaval), Jaguar (cartunista), João Carlos de Freitas (músico amador e pesquisador da MPB), Luis Fernando Vieira (professor universitário, escritor e pesquisador), Luís Pimentel (editor de Música Brasileira), Nei Lopes (escritor, pesquisador da cultura popular e compositor), Raquel Valença (pesquisadora e escritora, autora de livros sobre o carnaval e escolas de samba) e Sérgio Fonseca (compositor).

São os seguintes os sambas-enredo escolhidos, pela ordem de votos: 'Heróis da Liberdade' (Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manoel Ferreira - Império, 1971), 'Chica da Silva' (Anescar e Noel Rosa de Oliveira - Salgueiro, 1963), 'Exaltação a Tiradentes' (Mano Décio da Viola, Penteado e Estanislau Silva - Império, 1949), 'Os sertões' (E. Paula - Em Cima da Hora, 1976. 'Cinco bailes da história do Rio' (Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Bacalhau, Império Serrano, 1965, 'O mundo encantado de Monteiro Lobato' (Darci, Luiz Batista e Hélio Turco, Mangueira, 1967), 'Aquarela brasileira' (Silas de Oliveira, Império Serrano, 1964), 'O grande presidente' (Padeirinho, Mangueira, 1953), 'Bahia de todos os deuses' (Bala e Manuel Rosa, Salgueiro, 1969) 'O mundo melhor de Pixinguinha' (Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha, Portela, 1974), 'O sonho de um sonho' (Martinho da Vila, Graúna e Djalma, Vila Isabel, 1980). 'Kizomba, festa da raça' (Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila, Vila Isabel, 1988).

Também foram lembrados pela equipe os sambas-enredos 'O sonhador das esmeraldas' (Silas de Oliveira, Império Serrano, 1955), 'História do carnaval carioca' (Geraldo Babão e Valdelino Rosa, Salgueiro, 1965), '1922, Oropa, Franca e Bahia' (Matias de Freitas e Carlinhos Sideral, Imperatriz Leopoldinense, 1970), 'Sublime pergaminho' (Nilton Russo, Zeca Melodia e Carlinhos Madrugada, Unidos de Lucas, 1969), 'Lendas e mistérios da Amazônia' (Catoni, Jabolô e Waltenci, Portela, 1970), 'Se dá pra rir, dá pra chorar' (Celso Trindade, Azeitona, Ronaldo, Ivar, Buquinha e Edmundo Araújo, Unidos da Tijuca, 1981) e 'Yes, nós temos Braguinha' (Jurandir, Hélio Turco, Comprido, Arroz e Já, Mangueira, 1984).

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Lanço hoje, quarta-feira, no Bar Bip Bip (Rua Almirante Gonçalves, 50, Copacabana), a partir das 19 horas, o livro "Sons da Palavra - Causos, Crônicas e Pérolas da MPB" (Outras Letras). Convido os amigos.

Luís Pimentel é jornalista e escritor

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