Paty Fonte - Divulgação
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Por O Dia

Rio - Será que nós, adultos, pais, educadores, cuidadores, percebemos a importância das emoções no processo de desenvolvimento do ser humano?

Mal a criança aprende a falar suas famílias anseiam pela alfabetização e o aprendizado matemático. Muitos preferem matricular seus filhos em escolas bilingues. O fato é que desde muito cedo o aspecto cognitivo é priorizado. E assim, as crianças crescem competentes intelectualmente e apresentam problemas sérios de fundo emocional. É alarmante o índice de violência, intolerância e bullying nas escolas.

Assustadoramente aumentam os índices de problemas psíquicos entre crianças e jovens. A automutilação atinge adolescentes no Brasil e no mundo. Pesquisas indicam que 20% dos jovens sofrem desse mal. Além disso, em nosso país, as taxas de suicídio cresceram na população em geral, especialmente entre os jovens.

É urgente atentarmos que as emoções influenciam o nosso cotidiano. Perseverança, resiliência, determinação, colaboração, autocontrole, curiosidade, otimismo e confiança independem do nosso intelecto, da nossa cultura e formação.

O desequilíbrio emocional sabota as mentes eruditas através de ansiedade exagerada, atitudes explosivas e/ou dificuldade no trabalho em equipe e no relacionamento com as diferenças.

É nítida a importância de promovermos alfabetização emocional desde a mais tenra idade.

Pesquisas indicam que toda emoção negativa é produzida quimicamente pelo nosso corpo e afeta a nossa fisiologia gerando: tensão nos músculos, alteração dos hormônios, mudança do PH sanguíneo. Sentimentos guardados dentro de nós, vão se somando até provocarem reflexos visíveis na parte física: diabetes, pressão alta, câncer, alergias, doenças cardíacas, entre outras.

Nosso século é marcado pela tecnologia e por transtornos emocionais. De nada adiantará os avanços científicos e tecnológicos se não utilizarmos a nosso favor.

Sendo compreendida a importância de desenvolvermos competências socioemocionais, tanto quanto cognitivas, auxiliaremos a criação de uma próxima geração mais segura e afetuosa. Isso significa diminuir índices de suicídio, amenizar doenças físicas e psicossomáticas, diminuir a violência e, principalmente, promover indivíduos mais felizes e proativos.

Educar emocionalmente implica em fortalecer o indivíduo, resgatar valores, o senso de respeito, de solidariedade e responsabilidade.

Você se considera alfabetizado emocionalmente?

Paty Fonte é autora do livro 'Competências socioemocionais na escola'

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