Danielle Damasceno - Divulgação
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Por O Dia
Rio - Nos últimos anos, muito tem se noticiado a respeito do aumento do número de crianças e bebês diagnosticados com o transtorno do espectro autista. Hoje, a inclusão faz parte das rodas de conversa. É preciso fazer mudanças dentro do ambiente escolar para que crianças autistas e seus pais sejam melhor acolhidos. E o primeiro passo é em sala de aula. Precisamos mudar algo em nosso ambiente confortável para que a criança com autismo possa ter uma melhor qualidade de vida e se desenvolver naquele local. Imagine a cena: um professor que leciona há 25 anos, acostumado em aplicar a mesma matéria para a turma, de repente se depara com uma criança autista? Ele terá que aprender a ensinar para aquela criança que aprende de forma diferente. É possível adequar o ambiente de sala de aula sem afetar a turma com adaptações no conteúdo, além de mudar materiais didáticos. Para que isso aconteça, é fundamental que não somente os professores busquem treinamentos e informação para se atualizarem cada vez mais sobre o tema, mas a sociedade em geral.

Muitos pais de crianças autistas sofrem por não conseguir que seu filho participe de uma festinha de aniversário, não sendo nem convidado por falta de conhecimento. Muitos adultos não sabem o que fazer para agradar essa criança. Não tem problema perguntar! O que devo fazer para agradar seu filho para que ele possa estar conosco? Ou seja, apenas com uma simples pergunta, e a própria família terá o maior prazer em orientar. São atitudes que fazem toda a diferença!

É preciso sair da nossa zona de conforto para ajudar. Muitos não estão dispostos, claro! É muito mais fácil mantermos uma rotina a qual já estamos acostumados. Mas precisamos estar abertos para o que foge ao nosso cotidiano. Algumas pessoas são mais habilidosas para lidar com o diferente, mas esta questão deve atingir a todos nós. Precisamos acolher e aceitar todos aqueles que têm uma dificuldade em aprender. É preciso sair da caixinha! O diagnóstico para o autista chama-se transtorno do espectro autista. Então, teremos uma gama de características bem diferentes que vai variar de pessoa para pessoa. Vale destacar que o autista não possui características físicas que o identifiquem como tal. O mais importante é buscar informação além, é claro, de demonstrar carinho e interesse em acolher a criança e perguntar para os pais como deve ser feita esta abordagem.
Danielle Damasceno é fonoaudióloga e criadora do Aprendendo a Brincar na Mesma Roda