Daniel Ribeiro: Marketing, música e negócios

Vivemos uma era em que as plataformas de streaming estão dominando a indústria musical. As gravadoras dão lugar às incorporadoras, as gravações são mais independentes... Mas... Tem espaço para todo mundo!

Por O Dia

Daniel Ribeiro
Daniel Ribeiro -
Rio - O que fazer quando você já foi um artista consolidado em outras épocas e tem que se adequar às novas premissas do digital? Desde a popularização da internet vemos o comportamento dos amantes de música mudarem, seja você um ouvinte, ou uma banda. Até hoje música e internet são um caso de amor e ódio. Vimos bandas gigantes, como o Metallica, fazerem de tudo para impedir a comercialização de música online. Outras, como o Iron Maiden, surfaram na onda e aproveitaram a tão famigerada pirataria, usando toda a potência do alcance a seu favor. Mas estamos falando de grupos com estrutura, que estavam em seus auges quando tudo começou. Mas e os artistas que nunca tiverem a oportunidade de confrontar a internet, deixando a carreira sempre nas mãos de gravadoras? A má notícia é que agora você é dono da sua carreira. A boa notícia? Você é dono da sua carreira.

Pois é, a internet sempre tem essa dualidade: o bom e o mau, o certo e o errado, a oportunidade e a ruína. Vivemos uma era em que as plataformas de streaming estão dominando a indústria musical. As gravadoras dão lugar às incorporadoras, as gravações são mais independentes... Mas... Tem espaço para todo mundo! Hoje o artista não pode ser só artista, daqueles que sobem no palco e resolvem tudo por lá. O comportamento mudou, e muito. Até os profissionais que no passado tiveram os holofotes virados para eles estão tendo que se adequar: criam canal do youtube, postam nas redes sociais, gravam em estúdios independentes... Mas, e agora?

Agora é surfar a onda. Concentrar maiores esforços na carreira, ter a preocupação de criar um bom conteúdo - fotos de qualidade, vídeos bem feitos e bem editados - que aproxime o artista ao público. Esse é um dos grandes benefícios da nova era digital: deixar os artistas bem próximos aos fãs, afinal, qual fã não gostaria de conversar com seus músicos favoritos? Dosar conteúdos de engajamento (pequenos vídeos cantando/tocando suas músicas, conversando com os fãs), com conteúdos vendáveis (lançamentos, venda de cd físico). O artista é uma empresa (sempre foi, mas antigamente o número de sócios era maior), e como tal tem que encontrar o caminho para fidelizar o seu público alvo, investindo em uma boa estratégia de conteúdo e mídia. O bom é que tem um monte de gente por aí que gosta/vai gostar de você de graça. A música tem esse benefício da conquista fácil, da paixão instantânea. Porém não pense que é fácil, é preciso cavar bem para encontrar essas pessoas.

CAVE, invista na carreira. Adaptação é a palavra-chave. Vou te contar um segredo que vai soar como música aos seus ouvidos: o investimento no mundo digital te traz benefício no mundo real!

Daniel Ribeiro é especialista em marketing digital 

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