Semana Nacional de Trânsito trouxe os dados de 2018 - Divulgação
Semana Nacional de Trânsito trouxe os dados de 2018Divulgação
Por O Dia
Petrópolis - A Prefeitura de Petrópolis aproveitou o Dia Nacional do Trânsito, nesta quarta-feira, para apresentar a edição 2018 do Anuário Estatístico de Acidentes de Trânsito. O evento foi realizado na Casa da Educação e contou com a presença de autoridades e sociedade civil.

O documento consolida os dados sobre mortes, vítimas, frota e locais onde os acidentes foram registrados. Petrópolis teve redução de 38,1% no número de óbitos entre 2017 e 2018, aumento no número de acidentes em 9,8% no mesmo período e crescimento de 81,7% da frota em 15 anos. 

Dados consolidados no anuário apontam a redução significativa no número de óbitos por acidente de trânsito: enquanto em 2017 foram registradas 42 mortes em Petrópolis, em 2018 foram apenas 26. Apesar disso, o número geral de acidentes de trânsito cresceu de 1.776 para 1.950.

O percentual de vítimas também registrou aumento. Foram 1.589 registros contra 1.713 no ano passado – 7,8% a mais. O documento ainda aponta que são os motociclistas as principais vítimas de acidentes de trânsito, considerando que apenas 17% da frota total são motocicletas. Eles representam 48,93% do número total de vítimas, ou seja, são 869 pessoas.

"Número que se agrava quando falamos sobre os óbitos registrados com este tipo de modal, que representam metade das 26 mortes, ou seja,13 mortes. No anuário a gente também traçou o perfil das vítimas desses acidentes: 79,5% são homens e 20,3% de mulheres, sendo que 32,1% deste total – a maioria – tem idade entre 21 e 30 anos. Já quando falamos do perfil considerando todos os modais há uma pequena alteração com 73,3% de vítimas homens e 24,9% de mulheres – 1,8% não teve o sexo informado. A faixa etária que mais sofre acidentes também tem entre 21 e 30 anos de idade (27,3%)", explicou Iza Machado, chefe do setor de estatística da CPTrans ao apresentar o anuário.

Outro ponto avaliado no anuário são os tipos de acidentes. A maioria foram colisões (680), seguido por abalroamento (360), queda de moto (298), choque (250), atropelamento (178), capotamento (86), tombamento (42) e queda de bicicleta (3). Acidentes não identificados foram 53.

O documento apresenta, pela primeira vez, informações do DPVAT. De acordo com os dados dos sinistros pagos no município em 2017 e 2018 se percebe queda nas indenizações de morte (-34,6%), que é percentual superior ao índice nacional. Para os sinistros referentes à invalidez permanente a queda foi de -7,6%, índice também abaixo do nacional.

"Tivemos redução no número de mortes, mas ainda é necessário um esforço coletivo para mudar o cenário que hoje é de acidentes: uma média de 5,34% sinistros por dia. Estamos atuando com ações de conscientização constante, um setor específico de Educação para o Trânsito dentro da CPTrans, que tem um trabalho continuado com o público que vai desde às crianças até as empresas que fazem solicitações para palestras e eventos, além de atividades como panfletagem e abordagens à população para tratar sobre esse assunto", destacou o diretor-presidente da CPTrans, Jairo Cunha.

O anuário também apresenta as vias com maior número de acidentes em 2018. A Estrada União e Indústria é que mais houve registro, seguido da Avenida Barão do Rio Branco, Rua Bingen e Coronel Veiga. No entanto, é preciso considerar a extensão das ruas – enquanto umas tem vários quilômetros, outros, bem menores, concentram maior número de acidentes. Desta forma, esse recorte também foi feito no anuário chegando a conclusão que a Avenida Barão do Rio Branco foi a que mais teve acidentes no ano passado, seguida da General Rondon, Coronel Veiga e Bingen - voltando a aparecer nesse índice - e, por fim, a Rua do Imperador.

O comandante do Corpo de Bombeiros, Gil Kempers, que participou da apresentação do anuário, destacou o papel da CPTrans em fomentar o trabalho de conscientização. "Esse é um trabalho que precisa ser de todos. Não somente do poder público, mas cada um precisa fazer a sua parte, trabalhar para que tenhamos uma realidade diferente. Temos altos índices de acidentados com motos, por exemplo, e a maioria dos motociclistas sem habilitação. Isso é um problema sério. Nesta semana mesmo, houve um caso de um atropelamento onde o motociclista estava sem a carteira. Então, é importante que todos trabalhemos juntos para mudar esse cenário", destacou.

Os dados foram consolidados com informações do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Municipal de Saúde.