Vítima deu entrada no hospital na terça e morreu nesta quinta-feira  - Reprodução
Vítima deu entrada no hospital na terça e morreu nesta quinta-feira Reprodução
Por O Dia
Petrópolis - Quatro advogados foram presos na manhã desta segunda-feira, durante uma operação para desarticular uma quadrilha suspeita de aplicar um golpe milionário contra a Unimed Petrópolis. A ação foi comandada por promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado Ministério Público do Rio de Janeiro (GAECO) e por agentes da Polícia Civil da 105ª DP, de Petrópolis. Os policiais cumpriram os mandatos na capital fluminense, Distrito Federal, Bahia e Minas Gerais.
Segundo denúncia recebida pelo GAECO, Márcio Duarte Miranda, Manoel José dos Santos, Daniel Ângelo de Paula, Edilson Figueiredo de Souza e Darcy José Royer, vinham praticando inúmeros crimes para obter dinheiro ilicitamente desde o ano de 2012. O inquérito policial instaurado para apurar a prática de organização criminosa demonstrou que o grupo forjava créditos tributários de milhões de reais e os vendia pela metade do valor para as empresas reduzirem suas dívidas junto à Receita Federal.
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De acordo com informações, nos endereços onde os suspeitos foram presos, policiais encontraram jóias e muitos artigos de luxo. Investigações apontam que entre os anos de 2012 e 2019 eles movimentaram cerca de R$ 400 milhões em suas contas bancárias particulares. Segundo levantamentos, um dos golpes praticados pelo grupo causou um prejuízo de R$ 17,6 milhões à Unimed de Petrópolis. O golpe vendia para empresas créditos da Receita Federal que, na verdade, não existiam. Os dados falsos eram inseridos no sistema e enganavam empresários. As investigações apontam, também, que as irregularidades foram praticadas entre setembro de 2012 e abril de 2017. 
Um dos suspeitos, Darcy Royer, era superintendente da empresa, e convenceu diretores do conselho de administração sobre as supostas vantagens do contrato de cessão de créditos tributários fictícios. Daniel de Paula era o operador financeiro da organização criminosa, e tinha a função de distribuir grande parte do dinheiro pago pela Unimed à quadrilha. 
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Pouco antes das 7h, já tinham sido presos Edilson, em Brasília, Darcy, em Uberlândia, Minas Gerais, e Daniel Ângelo de Paula e Manoel José Edvirgens dos Santos, em Salvador, na Bahia. A polícia ainda procura por Márcio Duarte Miranda. Os presos são suspeitos dos crimes de estelionato, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de bens e sequestro dos valores nas contas bancárias dos envolvidos.