Prefeitura dá início à contagem de pacientes recuperados da COVID-19 no município

Dados se baseiam em quantidade de pacientes que estiveram internados e em isolamento domiciliar. Levantamento vem sendo cuidadosamente realizado pela Vigilância Epidemiológica

Por Ney Freitas

Coronavírus: 48% dos pacientes no Rio se recuperaram
Coronavírus: 48% dos pacientes no Rio se recuperaram -
Petrópolis - Buscando atender às solicitações da população e tranquilizar moradores em relação à pandemia, a prefeitura de Petrópolis, por intermédio da Secretaria de Saúde, deu início, nesta quarta-feira, à contabilização de pacientes que já apresentam melhora significativa em seus quadros de saúde. São pessoas que estiveram internadas nas unidades hospitalares da cidade ou que se mantiveram em isolamento domiciliar e que, hoje, não apresentam mais os principais sintomas da doença.

Fico contente em poder começar a divulgar os números dos nossos recuperados. São pessoas que lutaram contra a doença e conseguiram vencer esse obstáculo”, disse o prefeito Bernardo Rossi. Na opinião dos médicos, mais um importante passo relativo às informações sobre a COVID-19.

Buscamos realizar a contagem através de ligações realizadas para cada um destes pacientes. Podemos afirmar que muitos já não têm mais sintomas e conseguiram vencer a batalha contra o vírus. Outros, mesmo após alta hospitalar, ainda se encontram debilitados e em recuperação em casa. Estes não serão contabilizados como recuperados. A Vigilância Epidemiológica mantém ligações diárias a todos esses pacientes com o objetivo de filtrar cuidadosamente as informações”, afirmou o médico infectologista, José Henrique Castrioto.

Por telefone, as equipes da epidemiologia buscam informações sobre a presença ou ausência de sintomas e captam um breve relato sobre o estado atual de saúde dos pacientes.

Alguns pacientes, mesmo após quase 20 dias com a doença, continuam se sentindo mal e com alguns sintomas, mesmo que fracos. Esses vão ser entrevistados novamente em uma semana para saber se já se encontram melhores. Muitas cidades vêm fazendo as contas de maneira subjetiva. Eles subtraem o número de pessoas internadas e óbitos do total de infectados. Não podemos agir desta forma pois estaríamos indo contra a transparência que pregamos diariamente. Precisamos ter a certeza de que as pessoas já se encontram realmente bem”, afirmou a Diretora do Núcleo de Epidemiologia, Elisabete Wildberger.

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