Segundo a avaliação dos médicos, Petrópolis pode seguir o mesmo caminho do colapso na saúde como unidades de municípios vizinhos - Reprodução
Segundo a avaliação dos médicos, Petrópolis pode seguir o mesmo caminho do colapso na saúde como unidades de municípios vizinhosReprodução
Por O Dia
Petrópolis - Todos os decretos municipais que têm como objetivo o combate ao coronavírus foram estendidos até o dia 24 de maio. A medida foi tomada pelo prefeito Bernardo Rossi após ouvir a recomendação de diretores de hospitais e especialistas, para evitar mais mortes e um colapso no sistema de saúde, já que os casos da doença têm crescido no município. “Temos visto municípios entrarem em colapso com o relaxamento das ações de prevenção. A nossa prioridade agora é a saúde dos petropolitanos. O isolamento social é fundamental nesse momento. Ouvimos muitos médicos, especialistas e quem está na linha de frente para tomar essa decisão”, frisa o prefeito.

A situação do município vem sendo analisada a cada dia. Após a avaliação da equipe do governo e especialistas, uma nova prorrogação, ou até mesmo medidas mais restritivas, também não estão descartadas. Todas as ações serão tomadas de acordo com a curva da doença na cidade.

Até este sábado, o município contabiliza 18 mortes e 218 casos confirmados de coronavírus. 91 pessoas - sendo 47 em leitos de UTI - estão internadas em toda a rede de saúde. Em 24 horas, 17 pessoas foram internadas.

Na última sexta-feira, a equipe da prefeitura se reuniu com representantes médicos de todas as unidades de saúde, públicas e privadas do município. Bernardo Rossi quis ouvir a opinião dos especialistas na área da saúde para fazer um balanço comparativo sobre os números da doença na cidade desde o início das medidas tomadas para combater o coronavírus. Segundo a avaliação dos médicos, Petrópolis pode seguir o mesmo caminho do colapso na saúde como unidades de municípios vizinhos caso haja um relaxamento nas medidas vigentes.

Os decretos atuais terminariam nesta segunda-feira, dia 11. “A gente vai continuar medindo a curva dia a dia. Já temos um plano pronto para a volta gradual do comércio após o fim dos decretos, mas isso vai depender muito de como vai estar a curva, do quanto os decretos serão respeitados. A prioridade é salvar vidas e evitar a proliferação desenfreada da doença. Os números nos mostram que precisamos frear essa curva. E isso só vai ser possível com a colaboração de todos, com as pessoas ficando em casa”, completa Bernardo Rossi.

Com a prorrogação continuam válidos os decretos que determinam: a proibição de eventos com aglomeração de pessoas; a suspensão das aulas nas unidades escolares; o fechamento de academias, clubes, cinemas, teatro, parques e pontos turísticos; a restrição ao funcionamento de restaurantes (que podem atender com delivery) e bares; a circulação de ônibus e vans vindos de outros municípios; o uso de máscaras pela população; entre outras medidas adotadas desde 13 de março.

O comércio de serviços não essenciais continua com as portas fechadas e pode atender apenas no sistema de entregas. Esta medida não inclui mercados, farmácias, lojas de produtos veterinários e ração, postos de combustíveis, distribuidoras de água e gás, oficinas mecânicas e borracharias, lojas de materiais hospitalares e serviços de saúde. Também podem funcionar os materiais de construção.

É fundamental, agora, que as pessoas entendam que só vamos conseguir enfrentar e superar essa doença juntos. São medidas duras, mas necessárias para preservar a vida dos moradores da nossa cidade. O isolamento é hoje a melhor prevenção”, explica a secretária de Saúde, Fabíola Heck.