Município terá intervalo de 14 dias para a flexibilização entre as linhas. Amarela tem, agora, previsão para o dia 15 de junho

Município também segue recomendação dos Ministérios Públicos Estadual e Federal para espaçamento maior entre as linhas. Reabertura gradual do comércio já teve início

Por O Dia

Prefeitura pode recuar do plano de abertura gradual a qualquer momento, não descartando um possível lockdown
Prefeitura pode recuar do plano de abertura gradual a qualquer momento, não descartando um possível lockdown -
Petrópolis - Salvar vidas e proteger a população petropolitana vem sendo, desde o início da pandemia, o foco das ações da prefeitura. Nesse sentido, o município optou por seguir as recomendações dos Ministérios Públicos Estadual e Federal e estender a previsão de funcionamento dos estabelecimentos incluídos na “Linha Amarela” - do plano de retomada gradual do comércio e serviços - para o dia 15 de junho. A medida, que teve embasamento em orientações do Ministério da Saúde e na nota técnica da secretaria municipal de Saúde, também tem o objetivo de manter os índices de contaminação estáveis durante o período de pandemia em Petrópolis.

Na última semana, os Ministérios Públicos Estadual e Federal fizeram recomendações a respeito do plano à prefeitura. Todas foram analisadas pelas equipes técnicas da Secretaria de Saúde e Vigilância Epidemiológica. A prefeitura concluiu, então, seguir todas as recomendações, entre elas a que estabelece nova data estimada para o segundo passo da flexibilização, promovendo assim um espaçamento de 14 dias entre cada uma das linhas.

A alteração também dará à prefeitura um panorama mais completo de como a Covid-19 está circulando no município a partir da flexibilização da “Linha Branca”, que entrou em vigor no último dia 1º. “Estamos trabalhando desde o início no sentido de salvar vidas. Mas, nossa preocupação é também proteger a economia de nossa cidade, porque se a doença sair do controle, as consequências econômicas podem ser ainda mais desastrosas. Com planejamento e responsabilidade vamos avançar no combate ao coronavírus em Petrópolis”, esclarece o prefeito Bernardo Rossi, lembrando que toda a flexibilização depende da colaboração de cada petropolitano.

O plano de retomada gradual do comércio e serviços é um “pacto em defesa da vida” e o sucesso, ou não, de cada ação está diretamente condicionado ao comportamento da população em relação ao cumprimento dos decretos de isolamento social, uso de máscaras, entre outros.

A nota técnica publicada na última semana pela Secretaria de Saúde sugere a retomada das atividades sócio econômicas “em processo gradativo com intervalo de 14 dias para uma melhor análise, de acordo com os indicadores epidemiológicos avaliados diariamente pela Secretaria de Saúde através da equipe técnica”.

É importante lembrar que, para que fosse possível colocar o plano de flexibilização do comércio em prática, reestruturamos toda a nossa rede de Saúde para que os índices do coronavírus em nosso município se mantivessem estáveis. O município ampliou os números de leitos, criou os pontos de apoio nas UPAs e fez do Hospital Nelson de Sá Earp um centro específico para o tratamento da covid-19, além da UPA Vermelha”, explica a secretária de Saúde, Fabíola Heck.

A prefeitura também fez compras de material hospitalar para que nenhum petropolitano deixasse de ser atendido por falta de equipamentos. Além disso, também fez parcerias com hospitais particulares. Em Petrópolis, a crise foi iniciada com 27 leitos de UTI. Hoje são 99 no total.

Seguindo orientações do Ministério da Saúde e com a avaliação das nossas equipes de especialistas, decidimos seguir as recomendações dos Ministérios Públicos Estadual e Federal no que diz respeito ao espaçamento de 14 dias de intervalo para flexibilização entre as linhas. Nossas decisões estão sempre baseadas os órgãos de Saúde”, acrescenta Bernardo Rossi.

Vale lembrar que o monitoramento da curva da doença continua e a prefeitura pode recuar do plano de abertura gradual a qualquer momento, não descartando um possível lockdown. Pessoas e estabelecimentos que descumprirem as normas estarão sujeitos à multa. Quem estiver nas ruas sem máscara, por exemplo, poderá ser multado em R$ 250. Já os estabelecimentos, além de multa, poderão sofrer medidas administrativas, como suspensão das atividades, cassação da licença e interdição.

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