Atos de vandalismo como este podem gerar até seis meses de prisão e multa aos responsáveis, como prevê o artigo 163 do Código Penal - Caio Garin
Atos de vandalismo como este podem gerar até seis meses de prisão e multa aos responsáveis, como prevê o artigo 163 do Código PenalCaio Garin
Por O Dia
Petrópolis - Petrópolis teve nove lixeiras queimadas apenas no último fim de semana. Os casos aconteceram na Rua Fabrício de Mattos – Comunidade Oswaldo Cruz (Centro), na Rua Bataillard (Mosela), na Rua Duque de Caxias (Vila Militar) e no Alto da Derrubada (Fazenda Inglesa). Os incêndios foram identificados nesta segunda-feira pelos coletores que realizam o serviço na cidade.

Os atos de vandalismo não podem ser atribuídos ao acúmulo de lixo, porque a coleta continua sendo realizada normalmente, mesmo no período da pandemia. Na Fabrício de Mattos, onde quatro coletoras foram incendiadas, a coleta ocorre de segunda a sábado, no período noturno. No Bataillard, que teve três lixeiras queimadas, o caminhão de lixo passa segundas, quartas e sextas pela manhã. Na Vila Militar e no Alto da Derrubada, foram uma coletora vandalizada em cada local.

Atos de vandalismo como este podem gerar até seis meses de prisão e multa aos responsáveis, como prevê o artigo 163 do Código Penal, podendo aumentar em três anos por se tratar de dano ao patrimônio público.

Todas as lixeiras incendiadas são de plástico rígido, fornecidas pela empresa que faz a coleta de lixo na cidade. Essas lixeiras têm capacidade de armazenamento de até uma tonelada, com cerca de 1,2 mil espalhadas em toda cidade. Elas são repostas frequentemente pela Força Ambiental, mas algumas vezes pode levar dois ou três dias para substituição.

A cidade já registrou outros casos de incêndio de lixeiras, não apenas as de plásticos rígido, mas também nas de base fixa de alvenaria. Na Estrada do Xingu, na Posse, onde uma lixeira foi incendiada há duas semanas, a agência regional da prefeitura no distrito fez a substituição do cesto – produzido pela Comdep – nesta segunda-feira.