Equipe técnica da Sembes com o GOE fazem abordagem noturna - Divulgação
Equipe técnica da Sembes com o GOE fazem abordagem noturnaDivulgação
Por Divulgação
Rio das Ostras - Todos os anos, em 18 de maio, o Brasil promove o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em 2020, a vigilância por parte do Governo e sociedade civil deve ser maior, já que em muitos casos os violentados e agressores estão mais próximos devido ao isolamento social por causa da pandemia do Coronavírus.

Em reunião, na tarde da última quinta, representantes da Secretaria de Bem-Estar Social e do Conselho Tutelar se reuniram para construir uma estratégia de divulgação da rede de atendimento para que o maior número possível de pessoas seja atendido.

Estiveram presentes na reunião representantes da Secretaria de Bem-Estar Social, por meio das equipes técnicas do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e do Centro de Atendimento à Mulher (Ceam), e do Conselho Tutelar. No encontro, analisaram os atendimentos e acompanhamento dos casos no período de pandemia.

De acordo com informações do Conselho Tutelar, nesses quatro meses de 2020 a média mensal é 140 atendimentos, com casos de violência sexual, maus tratos, conflitos familiares, violência física, orientações para guarda judicial, entre outras.

Durante a reunião, concluíram que, mais do que nunca, é importante que a comunidade se conscientize e aja ao identificar algum caso. A falta de intervenção faz com que as agressões persistam e se auto reforcem, formando um círculo vicioso, no qual as situações de tensão passam a ser resolvidas por meio de agressões e violação de direitos.

Segundo os técnicos da Secretaria de Bem-Estar Social, quando uma criança ou um adolescente sofre abuso e maus-tratos, não importa a natureza, normalmente perde a autoestima. Com isso torna-se retraído, sem confiança nos adultos, e com dificuldade de estabelecer relações harmônicas com outras pessoas.

“As políticas públicas são pensadas e implementadas a partir de informações e dados da realidade. Portanto, o adulto, ao denunciar esses casos, não deve ter mais medo do que criança ou adolescente vítima de violência, pois esses são os mais vulneráveis e precisam contar o nosso apoio. Somente assim as medidas cabíveis podem ser tomadas e o ciclo de violência interrompido o mais breve possível”, disse Eliara Fialho, secretária de Bem-Estar Social de Rio das Ostras.

CAMPANHA – A campanha do 18 de maio em Rio das Ostras é um chamamento para que todos possam fazer a sua parte e não se calar diante de qualquer tipo de violência contra as crianças e os adolescentes. É preciso enfrentar esse mal e articular a rede de proteção para que essa violação de direito seja superada em nossa sociedade.

Em Rio das Ostras, um dos principais articuladores da ação é o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

EDUCAÇÃO – A Secretaria de Educação, Esporte e Lazer também está engajada nessa mobilização e na disseminação de informações para que crianças e adolescentes, por meio de atividades pedagógicas, possam conhecer o tema e ter acesso aos contatos dos órgãos municipais de proteção.

ATENDIMENTO – O Conselho tutelar está funcionando diariamente em horário com escalonamento e plantão 24h. O Ceam e os Cras funcionam de segunda a sexta, das 9h às 15h.

O Creas faz acompanhamento dos casos de forma remota via telefone e, quando necessário, por visita domiciliar. Também promove abordagem social semanalmente na rua durante o dia e a noite. No caso de encontrar crianças ou adolescentes em situação de rua ou violência, a equipe técnica, formada por psicólogos, assistentes sociais e orientador social, direciona os casos de acordo com a demanda identificada durante a abordagem.

TELEFONES – E para reforçar o atendimento na rede, os participante concluíram que é muito importante comunicar os contatos telefônicos para pedido de ajuda. São eles: Conselho Tutelar – 2760-7384 e (22) 99969-4785; Delegacia de Polícia – 2771-4003; Creas – 2771-6409; Ceam – 2771-3125 e WhatsApp (22) 99870-8546; Patrulha Maria da Penha – 0800 022 6301 e (22) 2771-5000; e o disque 100.