Driblando a crise, a empreendedora de Rio das Ostras, Carolina Sá, resolveu investi na fabricação de máscaras faciais customizadas - Arquivo Pessoal
Driblando a crise, a empreendedora de Rio das Ostras, Carolina Sá, resolveu investi na fabricação de máscaras faciais customizadasArquivo Pessoal
Por Ana Clara Menezes
Rio das Ostras - A pandemia do novo coranavírus pegou todo mundo de surpresa. Na bagagem, junto da Covid-19, veio o isolamento social, o medo, o desemprego e a necessidade de se reinventar. Driblando a crise, a empreendedora de Rio das Ostras, Carolina Sá resolveu investir num item de saúde e segurança que, atualmente, é necessário e obrigatório: as máscaras faciais.
A loja Sáde, da Carolina, é uma marca criativa de moda, com viés de customização. Um projeto antigo, que Carol resolveu colocar em prática, em meio a pandemia.
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Huriah encontrou a solução dos seus problemas, com a máscara sob medida, feita para barbudos - Arquivo Pessoal
“Não sou costureira, ou pelo menos não era até então, mas sempre trabalhei com customização de peças e confecção de acessórios. Era essa a ideia inicial e permanece sendo. Em maio, diante da necessidade de me reinventar e sob o incentivo de amigos, comecei a fazer as máscaras. Aproveitei para lançar o projeto e coloquei no ar pelo Instagram @sade.lab”, disse a empreendedora.
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Carolina contou que quis, além de qualidade, oferecer segurança através de um produto que fosse bonito e seguisse a sua linha de estilo e personalidade.
A jornalista Michelle Reis optou por uma estampa de caveirinhas, para combinar com seus estilo rockeira de ser - Arquivo Pessoal
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Atualmente, a Sáde tem 3 modelos de máscaras que fazem o maior sucesso entre os clientes: o dupla-face, que pode ser usado dos dois lados, o 3D, que possui 3 partes diferentes, facilitando a respiração, e um modelo exclusivo para barbudos, acomodando e protegendo os adeptos das barbas grandes.
“Sem dúvidas, a 3D é a que mais sai. Ela é perfeita porque seu formato deixa um espaço dentro da máscara, o que torna a fala e a respiração muito mais confortável, não embaça óculos, também é ideal para quem trabalha com atendimentos e pratica exercícios físicos. É bem funcional”, explicou Carol.
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O fotógrafo Ruberto mora no Rio de Janeiro, encomendou a máscara 3D, que não embaça seus óculos e facilita seu trabalho pelas ruas do Rio - Arquivo Pessoal
Outro diferencial que as máscaras da Sáde oferece é a amarração atrás da cabeça, que permite o ajuste ideal das peças no rosto. Carolina identificou que os elásticos apertam e machucam, então desenvolveu um modo de prender diferente dos demais.
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Antes das máscaras, Carolina trabalhava com customização de roupas, acessórios e tem outra marca, de acessórios para noivas e festas. É aderecista e cenógrafa. A empreendedora comentou que trabalha sozinha, desde a confecção, publicações nas redes sociais, ao atendimento. “Gosto de me relacionar com as pessoas e sentir de perto o feedback do produto. É o que me permite aprimorar cada vez mais”, contou.
O modelo 3D é o mais funcional, pois deixa um espaço dentro da máscara, não embaça óculos e também é ideal para quem pratica exercícios físicos - Arquivo Pessoal
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A Sáde envia as máscaras de Rio das Ostras para todo o Brasil. De maio até meados de agosto, já vendeu mais de 750 unidades, para o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Brasília, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Ceará. Para Carol, é uma realização se sentir útil nesse período tão complicado.
Carolina acrescentou seu posicionamento em relação a máscara não ser acessório de moda. E diz que quando lançou o projeto, por força do momento, decidiu que a maior necessidade da época, para ela, era se sentir produtiva, ajudando as pessoas a se protegerem contra os efeitos da pandemia.
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As máscaras da Sáde possuem a amarração atrás da cabeça, que permite o ajuste ideal das peças no rosto, sem apertar e incomodar seus usuários - Arquivo Pessoal
“Ninguém gosta de usar máscaras. É um período chato, triste e temporário. Vai passar! Eu não quero lembrar depois disso, como um tempo em que transformei um artigo de saúde e cidadania em futilidade. Entendo que a vida continua e que quem precisa sair de casa pelo motivo que for, quer estar se sentindo bonito. Mas é possível fazer isso sem transformar este mercado em mais um grande circo do capitalismo. Máscara não é moda. E sem hipocrisia, espero que eu possa em breve parar de produzi-las, pois isso significará que finalmente teremos a cura”, ressaltou a empreendedora.