Com a recomendação da OMS sobre o uso de máscaras, decretos municipais e lei multando comércios e pessoas físicas que saíssem na rua sem o utensílio, Viviane teve um insight: fabricação de máscaras faciais personalizadas - Arquivo Pessoal
Com a recomendação da OMS sobre o uso de máscaras, decretos municipais e lei multando comércios e pessoas físicas que saíssem na rua sem o utensílio, Viviane teve um insight: fabricação de máscaras faciais personalizadasArquivo Pessoal
Por Ana Clara Menezes
Rio das Ostras - Com a pegada voltada para business-to-business (B2B), a Bordados da Cidade, do casal de empresários Viviane Paula e Robson, chegou em Rio das Ostras em 2012, logo após a tragédia provocada pelas chuvas em Nova Friburgo, na Região Serrana.
Craques na arte de superação, após vencer a força da natureza e resolver continuar a vida e os negócios na Região dos Lagos, o casal mudou o foco, que antes, era bordados em lingeries, para o ramo offshore, onde faziam os bordados dos macacões de segurança do trabalho dos trabalhadores das plataformas. Porém, em 2014, com a Operação Lava Jato e a crise do Petróleo, perderam seus principais clientes, outro baque, foi então que começaram a oferecer uniformes e bordados para escolas particulares e empresas locais, comercializando camisas polo, jalecos e aventais, se tornando referência na cidade.
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Em 2020, com a chegada da pandemia da Covid-19, comércios e escolas fechadas, Viviane, mais uma vez, ficou sem demanda, interrompeu os trabalhos e se deparou com todo o equipamento parado (máquina de laser e máquina de bordado industrial).
Com a recomendação da OMS sobre o uso de máscaras como item essencial de saúde e segurança, no combate ao coronavírus, decretos municipais tornado obrigatório, e lei aprovada na câmara da cidade, multando os comércios e pessoas físicas que saíssem na rua sem o utensílio, Viviane teve um insight: fabricação de máscaras faciais personalizadas.
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“Pensei a princípio, em fazer apenas a minha máscara personalizada da Bordados da Cidade e do meu time do coração, o Flamengo. Postei em alguns grupos e redes sociais, logo, os meus amigos quiseram, começaram a surgir encomendas para times de futebol e também de palavras motivacionais, como: fé, gratidão, esperança. Depois, se tornando essencial para a reabertura do comércio, começamos a oferecer bordar as logomarcas nas máscaras. Foi um grande sucesso e salvação para nós, que estamos até hoje sem atender as escolas, que ainda estão fechadas”, explicou Vivi.
As máscaras são feitas do tecido neoprene e recortadas a laser. Não tem elástico nas orelhas. Isso as torna mais confortáveis, leves e bem acomodadas.
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“Já atendemos mais de 150 empresas diferentes de toda a região, inclusive outros estados como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, sendo esse último uma grande surpresa, pois foi para um banco bem conhecido e tradicional de lá”, contou a empreendedora.
“Nosso faturamento não é o mesmo de antes, mas acredito que com as máscaras, mantemos uns 60%. Conseguimos arcar com nossas despesas pessoais e da empresa”, ressaltou.
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“Vendemos a partir de 12 unidades, para valer a pena o gasto de energia que a máquina consome. Mesmo assim, é uma quantidade reduzida, então conseguimos atender desde grandes a pequenas empresas. Só agradeço o acolhimento e o apoio de todos neste momento tão difícil. Mais do que uma limonada, fiz do limão uma caipirinha”, contou satisfeita, a empresária Viviane.
A empresa de marketing, Causar Comunicação, foi uma das adeptas das máscaras com bordados da logo. O sócio proprietário, Lucas Caldeira, disse que achou a ideia super válida, pois além de usar no seu dia a dia, pôde presentear seus clientes, que ficaram muito felizes e satisfeitos com a lembrança.
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“Aproveitei para mostrar aos clientes da Causar, que estamos juntos nesse momento difícil, e que a saúde deles importa para nós. Ao mesmo tempo, divulguei minha marca por aí. A princípio encomendei apenas 20, gostei tanto que, depois pedi mais 40 e ainda 6 camisas polo de uniforme para minha equipe. Além de indicar para outros colegas empreendedores, que também viraram clientes da Viviane, sem dúvidas, foi um achado e valorizo essa corrente do empreendedorismo, de um ajudar o outro”, disse Lucas, que também é designer gráfico e ficou satisfeito de ver a logotipo que criou estampada nas máscaras.