Wagner compondo a mesa de debate no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, na Caravana da Participação pelos Direitos da Criança e do Adolescente, promovida pela ALERJ em parceria com o Comitê Nacional de Adolescentes e Jovens na Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil
Wagner compondo a mesa de debate no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, na Caravana da Participação pelos Direitos da Criança e do Adolescente, promovida pela ALERJ em parceria com o Comitê Nacional de Adolescentes e Jovens na Prevenção e Erradicação do Trabalho InfantilArquivo Pessoal
Por Ana Clara Menezes
Rio das Ostras - Wagner Muniz, tem 20 anos, é aldeense, estudante do 6º período de direito, militante e defensor das Crianças e Adolescentes. Engajado com o trabalho social e voluntário, cujo objetivo é informar e educar politicamente a juventude, Wagner não é filiado a partido político, porém defende a voz da juventude na política. Com a aproximação das eleições municipais 2020, a equipe do O DIA entrevistou o jovem, que deu algumas dicas, de como, os eleitores mais novos de Rio das Ostras e região, podem fazer a melhor escolha na urna.
Wagner participou da Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, onde foi eleito para representar o Estado do RJ e levar as propostas debatidas em todos os municípios do Estado para a Conferência Nacional, em Brasília-DF - Arquivo Pessoal
Wagner participou da Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, onde foi eleito para representar o Estado do RJ e levar as propostas debatidas em todos os municípios do Estado para a Conferência Nacional, em Brasília-DFArquivo Pessoal
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“Tenho compromisso social com a juventude, minha missão é mostrar que podemos sim ser a diferença que esperamos, por meio da política, que é a ferramenta de acesso e mudança”, falou o jovem que promove debates, cursos e palestras sobre: políticas públicas, políticas criminais, cidadania, oratória, educação, direitos civis, garantias constitucionais e liderança política.
Wagner palestrando no CIEP 146, sobre Protagonismo Juvenil, onde falou da importância do jovem usar o seu direito a voz e assumir seu papel de sujeito de direito - Arquivo Pessoal
Wagner palestrando no CIEP 146, sobre Protagonismo Juvenil, onde falou da importância do jovem usar o seu direito a voz e assumir seu papel de sujeito de direitoArquivo Pessoal
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Wagner disse que, a escola é um grande espaço democrático para se discutir ideias, fomentar o debate, o diálogo e amadurecer o cidadão jovem para exercer o protagonismo juvenil. “Aconselho que participem e abracem todas as oportunidades, tais como: ser representante de turma, membro do conselho do aluno, ser integrante do grêmio estudantil escolar, participar de movimentos e ações que possam desenvolver a sua consciência crítica, pois através destes iremos desenvolver a capacidade de dialogar e liderar. Com o tempo, iremos adquirir a capacidade de argumentação, ouvir pessoas e até mesmo mobilizar jovens e resolver problemas que assolam o nosso meio”, pontuou o militante das causas sociais.
Para o estudante de direito, é por meio de debates, conferências, mesa redonda, simpósios, seminários e outros, que o jovem pode fazer valer seu papel na política. Pois, dessa forma, a juventude consegue contribuir efetivamente na via pública do país. “Ocorre que, muitas das vezes, queremos gritar soluções mágicas frente aos problemas sociais, mas precisamos ser conscientes, organizados e nos pautar na argumentação lógica”, ressaltou Wagner.

“Ao pensar em política, não podemos somente pensar na figura do político (homem) mas focar em ações que priorizem a melhoria da convivência em sociedade. Para tanto, devemos pesquisar sobre os respectivos candidatos e suas propostas de governo, uma das formas que podemos executar a fiscalização, é buscar o histórico do candidato, ideologia, motivação para ingresso na vida pública, atuação política anterior e se há alguma contribuição social com o município, podemos olhar também, suas redes sociais, documentos públicos, antecedentes e ficha criminal. Afinal, daremos a ele poder durante 4 anos para nos representar, criar leis, fiscalizar e proporcionar ao munícipe uma gestão digna, plural, inclusiva e de qualidade”, explicou Wagner.
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Wagner, em 2016, no Parlamento Juvenil, na Alerj, onde tornou-se Deputado Estadual, elaborou propostas legislativas, debateu, participou de audiências, comissões, defendeu projetos para sua região, e aprendeu sobre os Três Poderes na prática - Arquivo Pessoal
Wagner, em 2016, no Parlamento Juvenil, na Alerj, onde tornou-se Deputado Estadual, elaborou propostas legislativas, debateu, participou de audiências, comissões, defendeu projetos para sua região, e aprendeu sobre os Três Poderes na práticaArquivo Pessoal


Outra dica para a juventude escolher o melhor candidato, é se tornar mais ativa e interessada no que acontece ao seu redor. Participando de conselhos municipais, audiências públicas, rodas de debate, mesa redonda, assistindo às sessões legislativas, tendo acesso a documentos públicos e o mais importante, se capacitando para ocupar os espaços de poder. “Depois de votar, é nosso dever fiscalizar os mandatos de quem elegemos. Precisamos nos despir de nossos pensamentos egoístas e de interesses pessoais, é preciso pensar na coletividade”, ponderou o jovem.
Wagner ministrando alguns módulos do Curso de Cidadania, em 2019, promovido em parceria com a Fundação Ulysses Guimarães - Arquivo Pessoal
Wagner ministrando alguns módulos do Curso de Cidadania, em 2019, promovido em parceria com a Fundação Ulysses GuimarãesArquivo Pessoal


Para Wagner Muniz, o país urge que a juventude assuma o seu papel e atue de forma efetiva na sociedade, exercendo postura cidadã, ouvindo e fazendo-se ouvir, pois a mudança começa do micro para o macro:

“Me inspira acreditar que eu posso mudar o mundo com o meu olhar empático, ativista e social. Costumo dizer que, ‘se você tem uma voz, use-a!’. Comigo não foi diferente, busquei estudar, me capacitar e informar-se para que eu pudesse transmitir e agregar com a juventude e efetividade das políticas públicas dentro e fora do meu município a respeito dos direitos e deveres juvenis para que juntos possamos ocupar os espaços de poder e discussões públicas”, enfatizou o estudante de direito.
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Wagner é fundador de um grupo com mais de 600 jovens, intitulado Juventude Aldeense, e dono de uma coluna jornalística em um Jornal de São Pedro da Aldeia, onde escreve para juventude com uma língua simples, clara e objetiva - Arquivo Pessoal
Wagner é fundador de um grupo com mais de 600 jovens, intitulado Juventude Aldeense, e dono de uma coluna jornalística em um Jornal de São Pedro da Aldeia, onde escreve para juventude com uma língua simples, clara e objetivaArquivo Pessoal


Wagner já foi representante do seu município na ALERJ como Deputado Estadual Juvenil, instituiu o Grêmio Estudantil, como aluno do ginásio e participou de um programa da UNICEF Brasil abordando Os Direitos da Criança e do Adolescente. Também é fundador de um grupo com mais de 600 jovens, intitulado Juventude Aldeense, e dono de uma coluna jornalística em um Jornal de São Pedro da Aldeia, onde escreve para juventude com uma língua simples, clara e objetiva.