Polícia faz reconstituição da morte de jovens em Costa Barros, na Zona Norte

Reprodução simulada comparou versão contada pelos policiais militares com a relatada pelas testemunhas no inquérito

Por tiago.frederico

Rio - Policiais da 39ª DP (Pavuna) e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais, realizaram, na noite desta quinta-feira, a reconstituição da morte de cinco jovens, em Costa Barros, Zona Norte da cidade. A reprodução teve o objetivo de comparar duas versões investigadas no inquérito. A dos policiais militares, envolvidos no caso, aponta que os jovens estavam armados e atiraram contra a viatura. Já as testemunhas afirmam que os jovens não estavam armados e não ofereceram qualquer tipo de resistência.

Carro onde jovens estavam foi atingido por dezenas de tirosWhatsApp O DIA (98762-8248)

Os adolescentes foram mortos por policiais militares do 41º BPM (Irajá) com tiros disparados nas costas. Laudos de necropsia feito por legistas do Instituto Médico Legal (IML), junto com a constatação de que não havia cápsulas de pistola deflagradas no interior do Palio usado pelos jovens na noite do crime, reforçaram a versão de fuzilamento dos rapazes. Segundo o delegado Henrique Damasceno, titular da delegacia, a reprodução simulada começou às 18h e terminou no início da madrugada.

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No dia em que os jovens foram mortos, estavam no interior da viatura os soldados Thiago Resende Viana Barbosa e Antônio Carlos Gonçalves Filho, o sargento Márcio Darcy Alves dos Santos e o cabo Fabio Pizza Oliveira da Silva. A Polícia Civil não informou o nome dos policiais que participaram das diligências e disse apenas que três deles estiveram presentes. Além dos agentes, testemunhas, advogados de defesa e um membro do Ministério Público também participaram da reconstituição.


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