Em apoio a Dilma, manifestantes fazem ato no Rio Sul

A manifestação no shopping foi acompanhada por seguranças do local, mas não houve nenhum ato mais hostil de nenhuma das partes

Por rafael.souza

Rio - Cerca de 80 manifestantes ligados aos Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) fizeram uma manifestação em favor da presidenta Dilma Rousseff na praça de alimentação do shopping Rio Sul, em Botafogo, na Zona Sul, no fim da manhã desta quinta-feira.

Com megafone%2C faixas e bandeiras%2C eles pediram 'por democracia' e moradiaReprodução Facebook

Com megafone, faixas e bandeiras, eles pediram "por democracia" e moradia. Também entoaram gritos de "não tem coxinha" e "não vai ter golpe", fato que incomodou alguns frequentadores do local. No fim do ato, os integrantes do ato distribuíram pão com mortadela.

Cerca de 30 manifestantes do MTST se reuniram às 11h no campus da Praia Vermelha da Universidade Federal da Rio de Janeiro (UFRJ), localizado a cerca de 200 metros do shopping. Em seguida, o grupo caminhou até o centro de compras, onde outros manifestantes já se encontravam.

Ato foi pacífico e aconteceu no fim da manhã desta quinta Reprodução Facebook

Um dos coordenadores do movimento, Vitor Guimarães fez um rápido discurso na praça de alimentação e disse que "esse shopping não está acostumado a receber tanta gente preta", recebendo aplausos e vaias.

A manifestação no centro de compras foi acompanhada por seguranças do local, mas não houve nenhum ato mais hostil de nenhuma das partes - nem mesmo quando, durante o protesto, um dos frequentadores gritou "vai ter golpe, sim".

Em nota o Shopping Rio Sul confirmou o protesto em suas dependências e afirmou que o ato aconteceu no 2º piso do empreendimento. Ainda segundo o comunicado, durante a manifestação "não houve qualquer intercorrência". O empreendimento finaliza dizendo que o grupo já deixou o shopping e que o local funciona normalmente.

PF investiga violência

Também na manhã desta quinta-feira, manifestantes deixaram uma faixa em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), com críticas ao ministro Teori Zavascki, responsável pela Lava Jato na corte.

Na semana passada, Teori deu liminar determinando que o juiz federal Sérgio Moro, encarregado pela operação na 1ª instância da Justiça, envie para o Supremo as investigações sobre eventual envolvimento do ex-presidente Lula no esquema do Petrolão.

Fincada na grama em frente ao Supremo, a faixa com os dizeres “Teori cabrita do Lulla” foi retirada por seguranças do tribunal ainda pela manhã.

Desde que concedeu a liminar, Teori e sua família passaram a ser alvo de protestos. O cantor Lobão usou a rede social Twitter para divulgar o endereço do filho do ministro no Rio Grande do Sul e convocar seus seguidores para protestarem em frente ao local, causando constrangimento à família. Na noite desta terça-feira, um grupo de manifestantes também deixou uma faixa na porta da residência do ministro em Porto Alegre. “Deixa o Moro trabalhar”, estava escrito.

O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, determinou nesta quinta-feira que a Polícia Federal abra inquérito para investigar suposta incitação à violência contra o ministro. Ele também ganhou reforço na segurança pessoal e de sua família.

Com informações da Agência Estado

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