Mesmo com ordem judicial, paciente não consegue 'pílula do câncer'

Medicamento fosfoetanolamina sintética ainda está em estudo

Por gabriela.mattos

Rio - A decisão judicial não foi suficiente para que o paciente Jonas Santa Rita tivesse acesso ao medicamento fosfoetanolamina sintética, conhecido como ‘pílula do câncer’ para se tratar da doença. O paciente de 67 anos foi de ônibus para São Carlos (SP), na noite de terça-feira, na esperança de conseguir o remédio no laboratório da USP, fabricante da substância, mas ainda espera o medicamento.

Nem com a ordem judicial, paciente tem remédio contra o câncerCecília Bastos / Divulgação USP

Depois de viajar por dez horas ao lado de Leila, sua mulher de 59 anos, até à cidade do interior paulista, ele esbarrou na burocracia e não conseguiu o remédio. Em São Carlos, foi informado que teria de ir a São Paulo, na sede da USP, dar entrada no pedido. Depois de protocolado, terá de enviar o documento pelos Correios para o laboratório da universidade.

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Em 2011, Jonas teve câncer no intestino. Dois anos depois, a doença reapareceu e atingiu um terço de seu pulmão esquerdo, passou para o direito e chegou aos brônquios. “Meu pai sofreu muito com a quimioterapia. Na USP disseram que ele levaria 40 dias para receber o remédio. Ele acredita muito que a fosfoetanolamina é a cura da doença”, diz Taise Tavares, filha de Jonas.

Liminar

Na companhia de um advogado paulista contratado pelo escritório do Rio, ele vai hoje à USP mostrar a liminar concedida pela Justiça carioca que lhe dá o direito a ter o remédio.

Semana passada, o desembargador Nagib Slaib, da 6ª Câmara Cível, determinou à Secretaria Estadual de Saúde do Rio que forneça o remédio a Jonas. Em nota, a secretaria disse ter sido notificada da decisão da Justiça e que a Coordenação da Compras entrou em contato com a USP para iniciar o processo de compra da substância.

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