Por roberta.campos
Publicado 03/04/2016 14:36 | Atualizado 03/04/2016 16:27

Rio - A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense – DHBF apreendeu as armas dos policias militares do 34ª BPM (Magé) envolvidos em uma troca de tiros, que deixou um menino de 5 anos morto, na comunidade da Lagoa, em Magé, na noite deste sábado.

De acordo com o Delegado de Polícia Giniton Lages, Titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense – DHBF, uma viatura que estava em patrulhamento nas proximidades da comunidade da Lagoa, teria sido recebida a tiros por traficantes. Os policiais revidaram e na troca de tiros Matheus Santos de Moraes foi baleado. O menino foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Outras três pessoas, moradoras da comunidade, também foram atingidas pelos disparos, mas não correm risco de morte.

Segundo o Delegado, os policiais militares envolvidos na ação, logo após o ocorrido, apresentaram-se diretamente ao batalhão e somente depois de terem sidos ouvidos em um inquérito policial militar, apresentaram a ocorrência à DHBF, prejudicando as investigações e possibilitando que vestígios importantes fossem perdidos em razão da comunicação tardia. Uma cópia do procedimento será enviada à Corregedoria Geral Unificada (CGU).

Um inquérito policial foi instaurado pela Polícia Civil para apurar as circunstâncias do fato. Diligências estão sendo realizadas por policiais da DHBF, que buscam identificar a origem do disparo que levou a óbito o menino.

Os policiais militares foram ouvidos e suas armas apreendidas. Será realizada uma reprodução simulada dos fatos visando confrontar as versões apresentadas pelos militares e pelas testemunhas. Nesta segunda-feira, às 14 horas, a DHBF fará novas diligências e perícia complementar no local do fato visando coletar novos dados técnicos que auxiliem nas investigações.

Noite de terror em Magé

LEIA MAIS: Ônibus são incendiados durante protesto em Magé

Por conta da morte de Matheus, alguns moradores iniciaram um violento protesto em Magé. Pelo menos um ônibus foi incendiado e o comércio do local foi fechado.

Passageiros foram obrigados a descer dos ônibus que em seguida foram sendo apedrejados e incendiados. Pelas redes sociais, moradores mostraram preocupação com a situação no local. "Meu marido está lá no meio dessa confusão, sem poder voltar pra casa", escreveu uma mulher.





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