MP investiga grupo que cobrava propina de comerciantes da Região dos Lagos

Segundo investigações, quadrilha usava frigorífico da cidade de Cabo Frio para lavagem de dinheiro

Por paulo.gomes

Rio - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), faz nesta terça-feira uma operação para cumprir seis mandados de busca e apreensão no Rio, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Três Rios. A ação visa desmantelar uma quadrilha envolvida em cobrança de propina de comerciantes da Região dos Lagos.

Durante a investigação, o Gaeco teve acesso a uma planilha com 66 registros de propinas extorquidas de comerciantes de Cabo Frio. Nas anotações, entre os anos de 2005 e 2009, foram recolhidas propinas que somam R$ 738.130,87 em cheques.

Ainda segundo com as investigações, os cheques extorquidos dos comerciantes eram trocados no Frigorífico Boi Bom, em Cabo Frio, que fazia a lavagem do dinheiro. Em troca, ficava com uma comissão entre 4% e 6% do valor dos cheques arrecadados pelos fiscais.

Cinco pessoas foram denunciadas: o ex-chefe da Inspetoria da Receita estadual de Cabo Frio César Enéas Marzano; o auditor fiscal aposentado José Michel Farah; o empresário Hugo Cecílio de Carvalho, sócio do Frigorífico Boi Bom; e os funcionários do frigorífico Rogério Lourenço da Silva e Jeane Moreira da Silva.

Eles são acusados de fazer parte da quadrilha envolvida em associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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