Cão baleado no Jacarezinho passa por cirurgia para evitar amputação

Veterinários da Suipa colocaram um fixador externo no cachorro Sheik, mas amputação não está descartada

Por marlos.mendes

Rio - Esperança na recuperação do cãozinho Sheik, atingido por bala perdida durante confronto entre PMs e traficantes, terça-feira, na Favela do Jacarezinho. Veterinários da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) conseguiram nesta sexta-feira colocar um fixador externo, composto de pinos metálicos, na pata dianteira esquerda do animal, para evitar a amputação do membro. O risco, porém, ainda existe.

“A operação foi bem-sucedida. Vamos aguardar para ver se não haverá rejeição ou infecção. A possibilidade de amputação não está descartada, mas estamos muito esperançosos”, disse o coordenador veterinário da Suipa, João Wassita, dono de quatro cães amputados. Em 2014, ele conseguiu evitar que o cavalo Empesão não fosse sacrificado. O animal foi atingido por um tiro de fuzil numa comunidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e perdeu o fêmur de uma das patas.

De acordo com a presidente da Suipa, Izabel Cristina Nascimento, o número de animais baleados recolhidos cresceu em 2016: cerca de dois a cada 15 dias. Cães e cavalos sem dono são as principais vítimas. Os pacientes vêm principalmente de regiões como São Gonçalo, Baixada Fluminense e da Zona Oeste do Rio.

“Não temos números de anos anteriores, mas antes, a cada dois, três meses, atendíamos em média apenas uma animal ferido a bala”, disse Izabel. “Essa violência no Rio tem atingido também os animais. O crescimento é evidente de casos de balas perdidas”, confirmou João Wassita.

Cão Sheik%2C baleado no Jacarezinho%2C foi operado%2C na SuipaDivulgação


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