Reclamar Adianta: Idosos são vítimas preferidas

Um dos golpes mais manjados é aquele em que funcionários do banco 'empurram' cartão de crédito, cheque especial e serviços desnecessários

Por gabriela.mattos

Rio - As maiores vítimas dos golpes continuam sendo os idosos, induzidos a contratar serviços sem querer. Aproveitam-se da vulnerabilidade desses consumidores, o que é considerada uma prática abusiva pelo CDC. As estratégias vão de “empurrar” assinaturas de revistas até a contratação de seguros e empréstimos. São enganados na sua boa-fé. Recebem ligações que os confundem, apoderam-se de seus dados e os fazem comprar a assinatura de outra revista.

Um dos golpes mais manjados é aquele em que funcionários do banco “empurram” cartão de crédito, cheque especial e outros serviços desnecessários, quando os idosos comparecem à agência para fazer a “prova de vida” exigida anualmente pela Previdência. Infelizmente, só tem um jeito: desconfiar. Não só de fraudadores os idosos são vítimas. Maus fornecedores se valem da vulnerabilidade do consumidor para lesá-los.

Cartão clonado

Tive o meu cartão de crédito CEF/Mastercard clonado. Foram realizadas diversas compras em São Paulo. O cartão já foi cancelado, mas eu continuo recebendo as cobranças de compras referentes ao cartão clonado. Maria Gorete, Méier - Rio

A Caixa Econômica Federal entrou em contato com a cliente e esclareceu que houve estorno da referida compra (despesa) não reconhecida e dos encargos gerados. A cliente, portanto, já foi foi informada de que sua situação está totalmente regularizada. Assessoria de Imprensa da CEF

"Quem não faz reserva financeira para imprevistos sofre mais com a perda do emprego. O importante é saber guardar uma parte todo mês, pois faz a diferença nas horas difíceis", diz Marcela Kawauti, economista chefe do SPC BrasilDivulgação

Troca demorada

Há dois meses tento trocar um chinelinho que comprei para a minha filha no site Extra.com, mas não consigo. Fiz a devolução do produto dia 14/04 pelos Correios e eles alegaram que não receberam. Edilaine Ribeiro, Pavuna – Rio

Em atenção ao caso da Sra. Edilaine Ribeiro, a empresa informou que o vale compras será liberado no período de 48 horas. A companhia também lamentou e pediu desculpas por qualquer transtorno que possa ter acontecido com a consumidora. Assessoria de Imprensa Extra

Problemas na Internet

Desde mês de agosto de 2015 estou com problemas no Velox. Um técnico da empresa de telefonia Oi esteve no local, o conserto foi feito, mas em poucos dias o problema retornou. Exijo uma solução definitiva! Paulo Alberto Pinto, Centro – Rio de Janeiro

A empresa de telefonia Oi entrou em contato com o cliente Sr. Paulo Alberto no dia 24 de agosto para informar que está fazendo avaliações técnicas a fim de solucionar definitivamente o problema. Assessoria da Oi

Cartão de crédito

Pedi a renovação do meu cartão de crédito Mastercard/CEF e recebi um que vence em oito meses. Tenho 80 anos. A cada oito meses terei que pedir a renovação do cartão? João Monteiro, Irajá – Rio

A Caixa Econômica Federal esclarece que os cartões de crédito possuem data de validade pré-determinada de acordo com a validade do certificado de segurança do chip inserido no cartão. A validade desse certificado de segurança independe de qualquer fator pessoal do cliente, tais como idade ou qualquer outro qualificador. Assessoria de Imprensa Caixa

Dúvidas Frequentes

Com Fábio Côrtes, da Côrtes Damasco Advogados

Fábio Côrtes%2C da Côrtes Damasco AdvogadosDivulgação

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a comissão de corretagem na venda de imóveis na planta pode ser cobrada dos consumidores. A taxa varia de 5% a 6% sobre o valor de venda do imóvel e destina-se aos corretores. Segundo o advogado especialista em direito imobiliário já é antiga a discussão envolvendo a legalidade ou abusividade de repassar ao consumidor, a obrigatoriedade do pagamento da taxa de corretagem. “Após tantos casos sobre o assunto, agora, o STJ acaba de decidir pela validade da cláusula que transfere ao consumidor pagamento da comissão de corretagem. O ministro relator entendeu que o uso da taxa é prática usual e que as imobiliárias terceirizam o trabalho do corretor, o que não causaria dano financeiro aos consumidores.”

?Coluna de Átila Nunes

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia