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Crivella quer reduzir violência em 60 dias

Prefeito determina prazo para nova atuação da Guarda Municipal, com armas não letais, surtir efeitos

Por gabriela.mattos

Guarda Municipal terá novo foco de atuação%2C segundo Crivella%2C para combater furtos e roubos nas ruasArquivo O Dia

Rio - No segundo dia útil como prefeito do Rio, Marcelo Crivella estipulou um prazo para a diminuição dos índices de criminalidade no município: 60 dias. Para isso, ele aposta em nova estratégia da Guarda Municipal, que, munida de armas não letais, vai atuar “nas manchas de criminalidade, nas calçadas, nas áreas turísticas.”

"Em locais onde ocorrem pequenos delitos, furtos, assaltos e até roubos maiores como de carros, cargas e até homicídios”, explicou Crivella. O prefeito criticou o atual papel da Guarda, que,segundo ele, é muito focada em aplicar multas e combater camelôs. Agora, quer promover um trabalho articulado com as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal.

Na manhã de ontem, Crivella foi plantar árvores no Maciço da Pedra Branca, em Bangu, acompanhado de secretários. Ao falar sobre a nova Guarda Municipal, aproveitou para nomear a nova comandante da corporação. Será Tatiana Mendes, funcionária aposentada da Guarda, ex-inspetora regional.

Na visita a Bangu, o prefeito também mencionou a possibilidade de as escolas municipais abrirem nos fins de semana para disponibilizar atividades aos alunos.

Na parte da tarde, a exemplo do que fez na segunda-feira, Crivella foi ao Centro Administrativo da prefeitura, na Cidade Nova, e se reuniu com secretários e outros funcionários da nova gestão. A semana está sendo de conhecer a casa — e, é claro, os números.

Em tempos de austeridade, o prefeito impôs cortes, reduziu o número de secretarias pela metade e estuda como por na prática algumas ideias — como ampliar de sete para nove horas a carga horária das escolas de tempo integral, conforme noticiou O DIA na edição de ontem.

Economia de R$ 3,3 bilhões

Segundo os levantamentos feitos até agora, a prefeitura deve economizar cerca de R$ 3,3 bilhões por ano com cortes de cargos, recadastramento de trabalhadores e custeio.
No campo de recadastramento, por exemplo, há indícios de alguns funcionários, com cargos acumulados, recebendo supersalários de mais de R$ 50 mil.

PMDB sem secretarias e empresas

Um dia depois de anunciar o novo presidente da Comlurb — Gustavo Puppi —, o prefeito Marcelo Crivella definiu ontem quem comandará outra grande empresa da gestão municipal: a Riotur, que será liderada pelo empresário Marcelo Alves. As nomeações minam a possibilidade de o PMDB integrar o novo governo.

Depois de apoiar o político do PRB no segundo turno das eleições, o partido do ex-prefeito Eduardo Paes esperava alguma recompensa. Mas ficou de mãos abanando: não pegou nenhuma secretaria e não nomeou ninguém de sua trupe para as empresas. No entanto, para compensar o corte de secretarias, Crivella criou 16 superintendências regionais, que vão abrir novos cargos.

O PMDB, maior bancada da Câmara com dez vereadores, se reuniu no fim de 2016 e decidiu permanecer na base governista.

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