Por gabriela.mattos
Rio - Um dia após O DIA publicar reportagem sobre o drama de famílias que não conseguiam enterrar os entes queridos por falta de vagas nos cemitérios, as taxas para sepultamento subiram 6,5%. Os novos valores foram publicados ontem em Diário Oficial. A prefeitura informou que restabeleceu o mecanismo que garante prioridade de sepultamentos para óbitos ocorridos há mais de 48 horas. O serviço, feito a partir de comunicação das funerárias via e-mail, não estava funcionando, segundo denúncia do Sindicato das Funerárias.
A Secretaria de Conservação e Meio Ambientes destacou que não existe falta de vagas para enterros na cidade. Sobre o caso de Isabel Alves Lourenço, sepultada 97 horas após o falecimento como O DIA mostrou ontem, informou que vai “cobrar explicações da concessionária Reviver”. Entretanto, ressaltou, que o “corpo de Isabel foi liberado às 12h30 do dia 8 e a funerária Maracanã buscou por uma vaga pela primeira vez às 10h39 do dia 9, fazendo uma única tentativa. Apenas para o São Francisco Xavier, entre 8 e 12 de janeiro, foram abertas 89 vagas no sistema”.
Orlando de Aguiar teve que esperar quatro dias para conseguir enterrar a mulher no Cemitério de IrajáDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Ainda segundo o órgão, “uma auditoria realizada pela prefeitura apontou que o tempo médio para sepultamentos, a partir da liberação dos corpos, é de 36 horas”.

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As concessionárias Rio Pax e Reviver esclareceram, em nota, que o sistema on line, usado para reservar sepulturas, é controlado pela prefeitura. “Ele foi criado justamente para evitar qualquer ingerência na distribuição de vagas. Não é um sistema das concessionárias, elas não têm controle sobre ele, quem fiscaliza e acompanha é a prefeitura”.
Explicaram ainda que a prefeitura autorizou a construção de 15 mil novas sepulturas, 10 mil só no São Francisco Xavier, no Caju, administrado pela Reviver. “Em meados de fevereiro, 1.600 dessas sepulturas, tipo gavetas, estarão concluídas; outras cinco mil estão sendo erguidas no Cemitério de Inhaúma, administrado pela Rio Pax.