O professor de matemática Diego Viug aprovou as mudanças do Enem - Arquivo pessoal
O professor de matemática Diego Viug aprovou as mudanças do EnemArquivo pessoal
Por Reportagem do estagiário Gabriel Thomaz sob supervisão de Claudio de Souza

Rio - Quem participar do Enem esse ano terá 30 minutos a mais para resolver as questões do segundo dia de provas, referente às disciplinas de matemática e ciências da natureza. Com isso, o limite para resolver as 90 questões dessas matérias será de cinco horas. Outra novidade prevista no edital do exame e publicada ontem no Diário Oficial é que o candidato com direito a isenção de tarifa terá que solicitá-la já de 2 a 11 de abril, período anterior à inscrição. Já quem teve gratuidade em 2017 e não compareceu à avaliação precisa justificar a ausência para manter o direito.

De acordo com professores do Ensino Médio, a mudança no tempo de aplicação da prova não deve alterar o nível de dificuldade do exame. O coordenador pedagógico e professor de matemática do curso ProEnem, Diego Viug, avalia que a modificação poderia ter sido maior.

"É melhor do que nada, mas acredito que podiam ter sido mais generosos nessa adequação de tempo. Para se ter uma ideia, eu que sou professor de matemática não consegui concluir dentro do prazo a prova do ano passado. Aquele aluno que sabe resolver todas as questões tem dificuldade em finalizar a avaliação", explicou Diego.

A estudante do terceiro ano Giulia Ramos, de 18 anos, já havia participado do exame ano passado e acredita que o acréscimo de tempo vai proporcionar mais tranquilidade. "Foi uma boa mudança, o tempo para solucionar os problemas era muito curto, exigia raciocínio muito rápido. Em 2017, não consegui resolver tudo e tive que chutar algumas questões", revelou.

A inscrição para o Enem deste ano acontecerá entre os dias 7 e 18 de maio. O resultado dos pedidos de isenção será divulgado 23 de abril. Segundo o ministro da Educação Mendonça Filho, a medida tem como objetivo proporcionar maior controle sobre a aplicação do benefício. "O direito a isenção está previsto na lei, mas a gente não pode permitir o desperdício de recursos públicos que nos últimos anos significou algo próximo a R$ 1 bilhão. Quem teve direito e não justificou a ausência terá que indenizar o estado", alertou.

O candidato que faltou a edição de 2017 do Enem precisará de atestado médico, documento judicial, certidões como de casamento, nascimento ou óbito de familiar, declaração de exercício de atividade profissional ou boletim de ocorrência policial para justificar a ausência e garantir isenção novamente. Esse ano, a prova será aplicada em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro, e os locais de aplicação da avaliação serão divulgados em outubro.

Direitos humanos de fora
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O edital do Enem 2018, publicado ontem no Diário Oficial, não prevê nota zero na redação para candidatos que desrespeitem os direitos humanos.
Com isso, fica oficializada a decisão da ministra Carmem Lúcia, que ano passado negou pedidos da Procuradoria Geral da União (PGR) e da Advocacia Geral da União (AGR) para anular dissertações com teor considerado ofensivo.
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Outro dado divulgado ontem é que a taxa de inscrição para a prova permanecerá em R$ 82, a mesma do ano passado. "Esse ano o ministro ponderou, fez um remanejamento e decidiu não aplicar as taxas (de correção) normais", explicou a presidente do Inep, Maria Inês Fini. O Ministério da Educação também informou que todas as informações com relação ao exame desse ano poderão ser encontradas no aplicativo "Enem 2018", disponível nos próximos dias.
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