Por O Dia

As ameaças sofridas pelos médicos também afetam o trabalho de educadores e trabalhadores do setor de transporte. A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Marta Moraes, disse que 30% dos afastamentos médicos estão ligados à problemas psiquiátricos contraídos por medo da violência em sala de aula. "Muitas vezes, quando são chamados para conversar, os responsáveis pelos alunos tratam o professor de forma agressiva. Ao invés de ajudar a melhorar a indisciplina da criança, eles se viram contra o professor", reclama.

O cotidiano violento foi apontado pela coordenadora do Sepe como uma das causas que interferem na postura dos alunos. "Em muitos casos, as crianças têm atitudes agressivas dentro da escola porque ela vivencia um cotidiano violento. A criança chega na escola e repete essa realidade com os professores", avalia Marta, ressaltando que a violência contra os educadores não acontece só em áreas consideradas de risco.

A violência é a maior causa de afastamento dos profissionais que trabalham nas linhas de ônibus do Rio. De acordo com o presidente do sindicato (Sintraturb), Sebastião José, além dos assaltos, os profissionais são submetidos à ameaças e agressões que partem de criminosos a passageiros que querem parar fora do ponto. "Antigamente os afastamentos médicos eram por causa de problemas na coluna e hemorroidas. Atualmente, os problemas psiquiátricos relacionados à violência estão no topo da lista", lembrou José.

 

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