Secretário de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino Áureo - Divulgação
Secretário de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino ÁureoDivulgação
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SEM MEIAS PALAVRAS,o secretário Christino Áureo aponta, em entrevista ao DIA, que o programa Rio Rural é o mais importante da história da agricultura do estado. Ele destaca, ainda, a preocupação com a saúde do agricultor e com a qualidade do produto. Christino também faz questão de enfatizar a retomada de produtos de importância histórica para o estado, como o café e a cana, agora 'reinventados' com um café de qualidade e com a produção da cachaça. E garante: o programa terá continuidade em 2019.

ODIA: Por que o nome Rio Rural?

CHRISTINO ÁUREO: Muita gente não sabe que há aproximadamente 19 anos esse nome foi escolhido, no início da formação dessa equipe, não apenas porque simboliza o nosso estado no ambiente rural, mas também para lembrar que todo rio começa no Rural. Não existe no Brasil nem um Rio, por mais importante que seja, que não nasça no meio rural. É por isso que o programa tem esse nome.

Por que vocês destacam a importância do Programa para a preservação dos recursos hídricos?

Na semana que comemoramos o Dia Mundial da Água, queremos lembrar que os produtores e produtoras agrícolas são também produtores de água. O bem mais importante que esse grupo de pessoas está produzindo, hoje, é água. Porque não há sentido em atribuir à agricultura e agricultores o consumo da água, sem pensar que sem esses agricultores na preservação ambiental, não há como preservar a água do planeta.

Qual a importância desse programa para a agricultura fluminense?

Realizamos nesta semana um evento de prestação de contas desse que é o programa mais importante que a agricultura do estado teve ao longo da sua história. Um dos programas mais importantes do país. Nós podemos não ser um estado grande na agricultura, mas somos um estado importante na qualidade do agro no Brasil.

Por quê?

Porque nós mostramos ao Brasil que é possível abandonar aquele modelo de produção que não pensava na saúde do produtor e um produto de mais qualidade para o consumidor, nós representamos hoje um exemplo de sustentabilidade para a agricultura.

Qual a importância do programa para a economia do estado?

O Rio Rural é a reinvenção das vocações do Estado do Rio. Um estado que não era respeitado mais na agricultura, porque a cana de açúcar tinha migrado para a região centro-oeste, a cafeicultura já tinha ido para outras regiões. São as famílias que estão no programa que voltaram a produzir café e cana, de um outro jeito. O Rio hoje é o maior exportador de cachaça do Brasil. No café, nós somos importantes nos cafés de qualidade novamente. Hoje, o Rio é o segundo maior produtor de flores do Brasil. Se não fosse o governador entrar muito firme para a gente renovar esse empréstimo do Banco Mundial, sem que a gente tivesse esse trabalho na Casa Civil, não teríamos conseguido que esse fosse o primeiro programa a ser confirmado pelo governo federal no aval junto ao Banco Mundial no Regime de Recuperação Fiscal. E por que o primeiro projeto? Porque esse projeto tem credibilidade, todos que o acompanham há anos sabem que tudo o que está dito aqui é verdade.

O programa não corre o risco de acabar com o fim do atual governo?

O programa não vai se encerrar em dezembro. O programa, com a força que temos, o empenho do governador que recebeu um abaixo-assinado dos produtores pela continuidade, não vai acabar. Os agricultores já demonstraram ter muita força para fazer com que esse programa tenha continuidade. O Rio Rural não é um programa de governo, é um programa de Estado, que passou por todos os testes.

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