Agentes do Centro Presente foram ao velório da vítima prestar homenagemSeverino Silva
Por RAFAEL NASCIMENTO
Publicado 20/03/2018 08:48 | Atualizado 20/03/2018 13:19

Rio - O corpo Luís Carlos Carreiro Vieira, inspetor da Real Auto Ônibus morto por uma bala perdida durante um tiroteio ontem na Central do Brasil, no Centro do Rio, foi velado na Capela Santa Rita de Cássia, em Inhaúma, na Zona Norte, na manhã desta terça-feira. O enterro será na cidade de Além Paraíba, no interior de Minas Gerais. Parentes e amigos se despediram do rodoviário. 

"O Luís era uma pessoa impressionante, calmo e apaziguador. Ele tinha um coração enorme. É uma lastima o que aconteceu. Durante o dia, trabalhando, e um tiro na perna causou isso tudo. É inadmissível. Ele era um pai perfeito e um cara muito família", disse o gráfico Paulo Roberto Veiga Viana, 60 anos, primo da vítima.

Trinta agentes do Centro Presente foram até o velório usando uma tarja preta no uniforme em homenagem a Luís. Eles fizeram uma vaquinha e compraram uma coroa de flores. Todo o efetivo de 520 policiais do programa está nas ruas com a faixa no uniforme.

Agentes do Centro Presente usam faixa preta de luto em homenagem a Luís Carlos Carreiro VieiraSeverino Silva

"Foi muito marcante. Os agentes ainda tentaram socorrê-lo mas, infelizmente, ele acabou morrendo durante o socorro. Estamos de luto e viemos aqui prestar uma singela homenagem. Muito agentes o conheciam, já que ele ficava na Central. Ele era uma senhor muito alegre. Estamos montando uma comissão de cinco agentes para irmos ao enterro dele", disse o major Márcio Rocha, coordenador do Centro Presente.

Bastante emocionado, Eduardo Ferreira Viana, filho mais velho de Luís, agradeceu aos agentes que tentaram salvar a vida do seu pai e os abraçou aos prantos. "Tentaram ajudar e socorrer ele, eu só tenho a agradecer. Estou sem palavras, eles fizeram o que puderam", falou o motorista de van.

A irmã de Luís também chegou bastante emocionada ao velório. "Oh, meu Deus, porque fizeram isso? Meu único irmão, quem vai me chamar de Chica?", disse Rose Correia.  

O rodoviário estava prestes a se aposentar e vivia um momento muito feliz na vida. Recentemente ele comprou a casa com um pequeno terreno próximo ao Rio Paraíba do Sul, onde morava há 10 anos — ele se dividia entre a capital fluminense e Sapucaia. Ele pretendia deixar o Rio por conta da violência. 

Além de Luís, a diarista Aparecida Santos, de 45 anos, foi baleada quando atravessava a rua quando após desembarcar do ônibus. Jorge Bastos Silva, de 35 anos, que seria segurança do estabelecimento, teria reagido e acabou atingido de raspão. 

"Foi horrível. Escutei os tiros e tentei correr, foi quando percebi que meu pé estava sangrando", contou Aparecida, que foi socorrida no Hospital Souza Aguiar.

Quatro criminosos roubaram a loja da Claro por volta de 8h30. Os bandidos fugiram em duas motos e deixaram cair uma mochila com 42 celulares e uma pistola calibre 9 milímetros.

Você pode gostar

Comentários

Publicidade

Últimas notícias