Helicóptero da Polícia Civil é usado para passeios na LagoaReprodução vídeo / BandNews FM
Por O Dia
Publicado 27/03/2018 14:13 | Atualizado 27/03/2018 14:55

Rio - A Corregedoria da Polícia Civil abriu uma sindicância para apurar o uso de um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) para passeios. O flagrante aconteceu neste domingo em um heliporto da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, conforme mostrou reportagem da rádio BandNews. 

Uma ouvinte da emissora de rádio filmou o embarque e desembarque de passageiros na aenonave, entre 10h e 10h30. Segundo ela, o helicóptero fazia voos panorâmicos pelo Cristo Redentor e pela Lagoa Rodrigo de Freitas, com viagens entre cinco e dez minutos. Pelo menos três grupos, formados por mulheres e crianças, passearam no helicóptero. 

Ao DIA, o corregedor da Polícia Civil, delegado Gilson Emiliano, disse que a aeronave foi usada pelo filho de Bruno Guimarães Buhler, o Xingu, que levou amigos para o local. O objetivo era conhecer o ambiente em que o pai trabalhava, tirar fotos, mas, segundo Emiliano, o voo não era para ter sido realizado.

"Isso é inadmissível, lamentável. Era somente para conhecer o ambiente, tirar fotos, mas alguém se excedeu e levantou voo, o que é reprovável", disse o corregedor.

O piloto foi ouvido nesta segunda-feira e ainda prestarão depoimentos do staff que trabalha no heliponto e o chefe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a quem pertence o helicóptero. 

O prazo para conclusão da investigação. Os responsáveis pelos voos irregulares podem ser suspensos por 90 dias, além de terem que ressarcir o valor referente ao combustível gasto durante os passeios.

A reportagem da BandNews disse que a Comissão de Segurança Pública da OAB do Rio vai acionar o Ministério Público do Rio (MPRJ) para que ofereça denúncia contra os envolvidos por peculato (mau uso do dinheiro público). As penas variam de 2 a 12 anos de prisão.

 

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