Ruth foi descrita por vizinha como uma mulher independente e ativaReprodução / Facebook
Por O Dia
Publicado 04/04/2018 10:24 | Atualizado 04/04/2018 16:20

Rio - A morte de Ruth Borges, de 87 anos, ainda é um mistério para os moradores do bairro Jardim Esmeralda, em Magé, na Região Metropolitana do Rio. A idosa foi encontrada dentro da cisterna da própria casa nesta terça-feira. Inicialmente, a informação era de que o corpo estava em um poço. A vítima era uma aeromoça aposentada, morava sozinha e não tinha filhos. Para a vizinha Silvania Hotz, o crime teria sido cometido por algum morador da região, que conhecia a rotina de Ruth.

"Não faço ideia de quem fez isso com ela, mas com certeza foi alguém da região. Ela era uma mulher independente e totalmente lúcida. Fazia tudo sozinha, e era muito conhecida pelo pessoal da igreja. Ela costumava levar para casa todos os cachorros que encontrava na rua", contou.

Silvania, que mora apenas com a mãe, conta que o desaparecimento de Ruth a intrigou. No entanto, ela desconfiou que a vítima pudesse estar com uma sobrinha, a única parente com quem ainda mantinha contato. A idosa havia sido vista pela última vez na semana passada após um culto.

"Ela sumiu na sexta à noite, quando nós a vimos na igreja, e depois ela não deu sinal. No domingo ela costuma ir na missa, e não estava lá. Pensamos que ela tivesse ido almoçar com alguém por causa da Páscoa", disse Silvania.

A vizinha da vítima conta que Ruth ia quase todos os dias em sua casa para conversar e tomar café, mas também não apareceu na segunda. Ao entrar em contato com a sobrinha da idosa, descobriu que ela já estava desaparecida há três dias. Silvania conta que, na terça, pediu autorização da sobrinha para arrombar a casa de Ruth. Ela conta que o local não havia sinais de roubo.

"A casa estava intacta. Não tinham levado nada e nem havia nada quebrado", explica. A vizinha conta que começou a sentir um mau cheiro na residência e, com a ajuda de um outro vizinho, encontrou a idosa dentro de uma cisterna. Ela acionou a polícia que foi ao local e segue investigando o caso.

Silvania revelou que Ruth nunca havia comentado que estava sendo ameaçada, mas uma mulher que ia regularmente à casa da vítima cuidar dos cachorros disse que a idosa já havia sido roubada duas vezes. No entanto, a amiga diz que a morte de Ruth ainda é "um mistério". 

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Segundo a polícia, os agentes buscam possíveis testemunhas e imagens que possam ajudar a identificar a autoria do crime. Todas as hipóteses sobre a motivação do crime estão sendo analisadas. 

Reportagem do estagiário Rodrigo Sampaio, sob supervisão de Gabriela Mattos

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