Por O Dia
Publicado 11/04/2018 22:24

Rio - O Ministério da Saúde registrou os primeiros casos decorrentes do Influenza A H3N2 em 2018, sendo uma morte no Estado do Rio de Janeiro. O vírus causou uma das maiores epidemias dos últimos anos nos Estados Unidos, contabilizando 47 mil casos de gripe confirmados mais que dobro dos casos registrados no mesmo período em 2017.

De acordo com o último informe epidemiológico do Ministério da Saúde, 57 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) foram registrados em 13 estados brasileiros. Até agora, dez pessoas morreram.

Em contrapartida, a Campanha Anual de Vacinação contra a gripe já foi marcada para o próximo dia 24 e conta com um diferencial: a prevenção contra o vírus H3N2.

"É muito importante que a população se vacine para evitar o que aconteceu nos Estados Unidos", afirmou o infectologista Alberto Chebabo. A doença atingiu o Hemisfério Norte com a chegada do inverno e hospitalizou muitas pessoas, sobretudo idosos, doentes crônicos e crianças. Diante do surto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu uma nota aos órgãos de saúde responsáveis de cada país, solicitando a inserção do preventivo ao vírus nas campanhas de vacinação.

Para Chebabo, é preciso acalmar a população e explicar que o vírus Influenza circula há muito tempo em todo planeta. O H3N2 é apenas uma variação já conhecida. Com a chegada do outono, que precede o inverno, é normal que a vulnerabilidade das pessoas aumente por conta da variação de temperatura.

A vacina será distribuída gratuitamente em postos de saúde da rede pública para profissionais da saúde, crianças, idosos, grávidas até 45 dias após o parto, pessoas com doenças crônicas e para populações carcerárias e indígenas em alguns casos.

Apoio aos médicos
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A prefeitura lançou ontem uma ferramenta de apoio aos médicos do município, o Telessaúde Carioca. Segundo Paula Travato, subsecretária de atenção primária, o programa funciona com uma equipe de especialistas em saúde da família, disponíveis pelo telefone e online. "É a possibilidade para o médico discutir o diagnóstico, o que vai evitar o encaminhamento dos pacientes para especialistas e consequentemente diminuir a fila", disse a subsecretária.

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