Por conta da greve dos caminhoneiros, que afeta o abastimento de combustível, várias empresas ônibus intermunicipais, alteraram suas rotinas, suprimindo horários e aumentando intervalos entre as viagens. A  medida tem causado transtornos para os passageiros - Francisco Edson Alves / Agência O Dia
Por conta da greve dos caminhoneiros, que afeta o abastimento de combustível, várias empresas ônibus intermunicipais, alteraram suas rotinas, suprimindo horários e aumentando intervalos entre as viagens. A medida tem causado transtornos para os passageirosFrancisco Edson Alves / Agência O Dia
Por FRANCISCO EDSON ALVES

Rio - Por conta da greve dos caminhoneiros, que afeta o abastimento de combustível, várias empresas ônibus intermunicipais, alteraram suas rotinas, suprimindo horários e aumentando intervalos entre as viagens. A medida tem causado transtornos para os passageiros. Em nota, porém, a Concessionária Novo Rio informou que, mesmo com a greve as viações estão garantindo as viagens à seus passageiros. Mas alerta que, "caso o abastecimento não se normalize até esta segunda-feira, alguns destinos podem ser suspensos".

"Os embarques estão sofrendo alterações de horários caso a caso e nas viagens com maior demanda", ressalta a nota. Os intervalos de viagem estao maiores. Veículos que saíam antes de 30 em 30 minutos, agora estão saindo de hora em hora , ou até de 3h em 3h, com remanejamento de passageiros.

Na mesma nota, a novo Rio informa que medida está sendo tomada para assegurar que os ônibus operem até a normalização do fornecimento de combustíveis. "Orientamos os usuários a procurarem as centrais de atendimento das viações para maiores esclarecimentos ou necessidade de cancelamento com remarcação gratuita", ressalta o comunicado.

Neste domingo, vários transtornos ocorreram. A Viação Cidade do Aço, por exemplo, juntou mais de 40 horários nos últimos dias. "O ônibus que eu viria para o Rio, às 6h05, saiu só às R$ 7h25. Lotado e com o banheiro fedorento, pois parece que não tiveram tempo nem de limpá-lo", lamentou João Silva, 45 anos. "Eu comprei passagem no Executivo, do Rio para Barra Mansa, mas meu horário passou de 17h30 para 18h, num ônibus convencional, R$ 10 mais barato. Não me devolveram a diferença. Isso é apropriação indevida", lamentou uma passageira. A empresa informou que iria checar as queixas.

Paulo Santoro, por exemplo, iria sair do Rio de Janeiro com destino a Recreio (MG), com passagem marcada para as 14h30. Chegou à Novo Rio com uma hora e meia de antecedência para confirmar informações de embarque que não obteve por telefone. Ao chegar na rodoviária, foi informado que o ônibus que iria embarcar não faria mais viagem e teria que ter pego outro com destino alterado com uma hora de antecedência.

"Parece até pegadinha. Infelizmente não sei o que farei ainda para voltar para Minas", lamentou Paulo. Lilia Lima, moradora de Rio Bonito, contou que tinha uma prova às 9h da manhã na Capital, e, assim como ela, muitas pessoas acabaram desistindo por conta da falta de ônibus. "Cancelaram as passagens e os novos horários reagendados não nos atendiam. Acabamos embarcando num transporte alternativo, sem segurança e pagando até R$ 40 a mais que o preço normal, de R$ 70. Pela Rodoviária Novo Rio passam, por dia, mais de 50 mil pessoas, em média.

Colaborou a estagiária Fernanda Soares

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