Pelé e Lula prestam depoimento como testemunhas de defesa de Cabral e Nuzman, réus na operação Unfair PlayAlexandre Brum
Por O Dia
Publicado 05/06/2018 09:14 | Atualizado 05/06/2018 13:04

Rio - O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva foi ouvido por 44 minutos, na manhã desta terça-feira, como testemunha de defesa Sérgio Cabral. Ele negou que tivesse conhecimento da compra de votos para o Rio sediar as Olimpíadas e disse não tinha relação de amizade com nem com o ex-governador do Rio, nem com Carlos Arthur Nuzman, ambos réus na Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato que apura o suposto pagamento de propina para a cidade sediar os Jogos Olímpicos em 2016. 

Esta foi a primeira declaração de Lula desde o dia 7 de abril, quando se entregou em São Paulo e foi conduzido para a Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde está preso numa sala especial. A audiência do ex-presidente da República, conduzida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aconteceu através de videoconferência e começou por volta das 10h15. Ele usava uma gravata verde e amarela: "É da conquista das Olimpíadas", gabou-se.

Antes do início da audiência, Cabral pediu para falar com Lula e desejar pêsames pela morte de Marisa. "Vou aproveitar que minha família está aqui. Estava preso quando Dona Marisa faleceu, então a transmissão dos meus sentimentos. Meu abraço ao senhor, da Adriana, meu e dos meus filhos", disse, com os olhos marejados. No início do depoimento, Lula falou que não tem relação de amizade com os réus e que não conhece Arthur Soares, o "Rei Arthur". O ex-presidente disse que operação Fair Play é resultado de um "denuncismo" que vivemos atualmente. 

"Só lamento que venha denúncia de compra de delegado oito anos depois. Não sei quem fez, não quero saber, não quero conhecer. (...) Eu não sei qual é o critério para alguém que diz que foi trapaça. Esse senhor não deve conhecer nada", falou.  

De acordo com a denúncia, o ex-governador, o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Arthur Nuzman e o diretor de operações e marketing do COB Leonardo Gryner solicitaram diretamente ao empresário Arthur Soares propina de US$ 2 milhões para os senegaleses Papa Diack e Lamine Diack. O valor garantiria votos para o Rio.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias