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Se a reação à violência levou milhares de pessoas às ruas, também foi a própria violência que arrefeceu o movimento. No campo político, a opinião polarizou. Mas o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, do Psol, e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março, voltou a mobilizar multidões no Brasil e no mundo. Ontem, o crime completou 100 dias e os responsáveis ainda não foram descobertos.

O caso Marielle mostrou que é possível combater as notícias falsas na Justiça. Em uma delas, a vereadora chegou a ser apontada como mulher de um traficante. A desembargadora do Tribunal de Justiça Marília Castro Neves, que reproduziu mentiras sobre a vereadora, pediu desculpas e responde a procedimento no Conselho Nacional de Justiça.

"Nas manifestações de 2013, o caso do Amarildo foi cobrado", lembra Tiana. Em julho daquele ano, o pedreiro Amarildo de Souza, morador Rocinha, desapareceu após ser levado por policiais à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Em outubro, o Ministério Público denunciou 25 PMs acusados de envolvimento na morte do pedreiro, que ganhou repercussão internacional como símbolo da violência policial. Houve protestos. O corpo de Amarildo nunca foi encontrado.

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