Rio - Guardar na cabeça conhecimentos adquiridos ao longo da preparação para o Enem sempre foi sinônimo de dor de cabeça para muitos estudantes. Para auxiliar os candidatos que têm essa dificuldade, o que é normal por conta da grande carga de disciplinas, o DIA ouviu professores e alunos sobre técnicas para memorização, que envolvem até explanação do conteúdo aprendido em sala de aula com amigos e parentes.
Seja qual for o método para fixar os assuntos desde as tradicionais anotações em murais pelo quarto e leitura em voz alta, até o uso de podcast (publicação multimídia) e videoaulas, o que importa é ter foco. "O importante é tirar boas notas, pois a maratona de estudos começa a avançar", destacou o professor do QG do Enem, Eduardo Galves.
Ele cita algumas das principais e mais eficazes técnicas para adquirir conhecimentos, usadas por pesquisadores, como Willian Glasser, consideradas mais proveitosas que apenas leitura e escuta. "Ensinar o que aprendeu a outra pessoa tem 95% de eficiência, conforme estudos, pois aciona uma área do cérebro responsável pela memória a longo prazo. A prática constante de revisões, exercícios, interpretações e escrita, retém até 80% do que foi assimilado", revelou Eduardo.
Discutir o que aprendeu com amigos e parentes, fazendo com que o aluno aprofunde indiretamente o conteúdo da disciplina, identificando e esclarecendo dúvidas, também proporciona até 70% de fixação de conteúdo na memória. "Já as ações de ver, ouvir e escrever podem propiciar até 50% de armazenamento de saberes, contra 10% percebidos se apenas o aluno lê ou ouve o que está sendo estudado", afirmou Galves, que no dia 9 ministrará aulão sobre a 'Importância do Planejamento para Otimizar Estudos', às 19h, com transmissão ao vivo e gratuita pela web (para assistir basta acessar www.aluno.enem.com.br).
"A aula vai abordar dicas de como o aluno pode se tornar um estudante melhor. Faltando apenas quatro meses para o Enem, é muito importante que o estudante se organize. Ele precisa saber quantas semana de estudo ele tem, quantas horas líquidas de estudos semanais, forma de memorização, entre outros aspectos. Para isso é importante montar uma boa agenda e um bom planejamento", comentou o professor do QG.
A tradicional utilização de fichas para separar assuntos é indicada por Sami Jomaa, pedagogo e físico licenciado pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), e professor de Ensino Médio. "O fichamento de conteúdos como forma de memorização é amplamente indicado para matérias de humanas, por exemplo. Facilita na hora do estudo, pois concentra assuntos em comum e em um só lugar".
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