Público lotou as principais ruas de Madureira e curtiu shows de Jojo Todinho, Lexa e de transformistas - Marcio Mercante / Agencia O Dia
Público lotou as principais ruas de Madureira e curtiu shows de Jojo Todinho, Lexa e de transformistasMarcio Mercante / Agencia O Dia
Por LUIZ ALMEIDA

Rio - Milhares de pessoas 'invadiram' neste domingo o bairro de Madureira, na Zona Norte, para participar da já tradicional Parada LGBTI. Organizado pelo Movimento de Gays, Travestis e Transformistas (MGTT), o evento chega à 18ª edição e teve como padrinhos o promoter David Brazil e a atriz Viviane Araújo, além de shows de diversos artistas, como Jojo Todynho e Lexa, entre outros. O tema deste ano foi 'Vote certo para não chorar. Queremos renovação Já'.

Com muita irreverência, a Parada LGBTI contou com diversos trios elétricos e reuniu público de várias partes da cidade, além de ativistas e simpatizantes. Segundo Loren Alexsander, presidente do grupo MGTT, o evento tem conquistado cada vez mais importância na luta por direitos e colocado em evidência o bairro de Madureira. Não por acaso, a parada já faz parte do calendário oficial de eventos da cidade do Rio. "É demonstração da luta do movimento. As pessoas vêm para cá por desejarem ser respeitadas, para se afirmarem como cidadãos que têm direitos", disse.

Padrinho da Parada LGBTI 2018, David Brazil ressalta que o evento serve para combater o preconceito. Ele próprio lembra que sofreu na pele com um vídeo que vazou recentemente na internet. "Parece que não, mas ainda existe, e muito, preconceito. Agora há pouco confirmei isso por conta de um vídeo em que apareço beijando um pagodeiro. Foi só uma zoação, mas o povo cai de pau", reclamou.

Público lotou as principais ruas de Madureira e curtiu shows de Jojo Todinho, Lexa e de transformistas - Marcio Mercante / Agencia O Dia

Morador de Bonsucesso, o estudante Marco Aurélio Santos, de 18 anos, compareceu pela segunda vez à parada e destacou a importância política do evento. "É uma forma de reafirmarmos nossas escolhas e mostrar para a sociedade que temos voz ativa", argumentou. Opinião semelhante tem Maria do Socorro Siqueira, 26 anos, do Engenho Novo. "Pagamos nossos impostos assim como qualquer outra pessoa e queremos ser tratados como cidadãos", completou.

AÇÕES SOCIAIS

Antes do início da Parada LGBTI foram realizadas várias ações sociais. A Secretaria Municipal de Saúde realizou campanha de vacinação contra hepatite B e tétano, fez testes de detecção do HIV e distribuiu preservativos e lubrificantes. Já o Detran montou posto para emissão de identidade social para transexuais e travestis. No documento consta os nomes de batismo e o do gênero escolhido.

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