Família quer ficar com a menina

Bebê recuperada pela polícia é portadora de sífilis congênita e segue internada em Duque de Caxias

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Menina foi resgatada por policiais em Caxias e levada para hospital -

A família da grávida morta em Paraibuna (SP), após sofrer uma cesariana forçada, quer a guarda da menina, recuperada pela polícia do Rio de Janeiro em uma favela de Duque de Caxias, na manhã de sábado. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do município, o bebê segue internado no Hospital Moacyr do Carmo. A criança é portadora de sífilis congênita, conforme laudos de exames feitos na unidade.

A secretaria informou ainda que "o bebê já iniciou o tratamento para combater a doença". O hospital "aguarda os resultados de outros exames realizados na criança, mas diz que seu estado de saúde se mantém clinicamente estável". Ainda não são permitidas visitas, por orientação da Justiça.

O casal apontado como autor do crime foi preso durante a operação da polícia e, segundo os investigadores, tinha planos de ficar com a recém-nascida.

O tio da vítima, Leila dos Santos, contou ao DIA que já cuida de outros dois filhos da sobrinha. A jovem, segundo ele, era usuária de drogas e chegou a ser internada em clínicas de reabilitação por duas vezes.

"Ela saiu de lá, e toda vez que tentei ajudá-la novamente e interná-la, ela fugia. Eu e minha mãe que cuidamos das crianças. Agora, queremos muito ficar com o bebê e dar amor a essa criança. Não tem motivo de a Justiça não conceder a guarda para a gente", declarou ele, que preferiu não se identificar.

Morador de São José dos Campos (SP), ele afirmou que pretende ir a Duque de Caxias esta semana para conhecer o bebê. "Assim que puder, irei. Minha mãe, avó da Leila, foi quem a criou, pois os pais dela são falecidos há muito tempo. Ela não merecia isso... Era uma boa menina, o problema era a dependência das drogas", lamentou.

A prisão temporária do casal foi decretada pela Justiça de São Paulo em 11 de julho. Os dois foram localizados depois de Maria Theresinha ser identificada tentando registrar a criança, sem documentos, em um cartório de Paraibuna.

Os dois devem responder pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e parto suposto, devido à tentativa de registro do bebê. Somadas, as penas podem passar de 30 anos de prisão.

O homem está detido na carceragem da seccional de Jacareí. E ela, na Delegacia de Santa Branca.

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