CNC se mantém neutra em eleição para a presidência

Empresário Antônio Oliveira Santos não indicou sucessor

Por O Dia

Pleito será em setembro. Chapas entram com pedidos de impugnação
Pleito será em setembro. Chapas entram com pedidos de impugnação -

Rio - A eleição para a troca de poder na presidência da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que será realizada em setembro, conta com pedidos de impugnação das duas chapas concorrentes. Uma delas, majoritária, com o apoio formal de 23 das 27 federações estaduais. A 'chapinha' de oposição só reúne quatro federações. Em meio às polêmicas, Antônio Oliveira Santos, que deixa o cargo, acredita que seu maior mérito foi manter a neutralidade.

Apelidado de 'chapinha', o grupo minoritário tem à frente dois políticos: o senador Adelmir Santana (DEM-DF) e o deputado Laércio Oliveira (SD-SE), que dirigem, respectivamente, a Fecomércio do Distrito Federal e de Sergipe. Com o apoio de apenas quatro federações, o grupo se isolou no processo e tenta levar o pleito para o 'tapetão'.

Do outro lado, a chapa majoritária Unidos pela CNC, encabeçada por José Roberto Tadros, presidente da Fecomércio Amazonas, decidiu responder, entrando com 48 pedidos de impugnação da 'chapinha' um de impugnação da chapa e um pedido de impugnação para cada um dos 47 candidatos do grupo político da dupla Aldemir-Laércio. A Unidos pela CNC costurou uma aliança com 23 das 27 federações estaduais.

As eleições na CNC ocorrem porque Antônio Oliveira Santos decidiu encerrar o ciclo à frente da entidade sindical de um dos principais setores da economia do país, composto por categorias que respondem por cerca de 25% do PIB brasileiro, gerando 25,5 milhões de empregos diretos e formais. Ao longo de mais de três décadas, a entidade alçou Sesc e Senac a uma categoria com a missão de transformação social. O empresário não indicou sucessor.

OS CANDIDATOS

À frente da Fecomércio Amazonas, José Roberto Tadros, da chapa majoritária, quer ampliar sua liderança no setor e ajudar a alavancar o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Adelmir Santana, da 'chapinha', tem uma administração contestada no Distrito Federal e está na mira do Ministério Público, com denúncias de improbidade administrativa e nepotismo. Já o outro companheiro de chapa, o deputado pernambucano Laércio Oliveira, que preside a Fecomercio Sergipe, é conhecido como 'rei da terceirização'. É que durante as tentativas de votar a reforma da Previdência, incluiu o Projeto de Lei 4302/98, que regulamentava a terceirização.

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