Reintegração de posse no terreno ao lado do prédio da Reitoria da UFRJ  - Maíra Coelho / Agência O Dia
Reintegração de posse no terreno ao lado do prédio da Reitoria da UFRJ Maíra Coelho / Agência O Dia
Por NADEDJA CALADO

Rio - Agentes da Polícia Federal fizeram, na manhã desta quarta-feira, uma operação de reintegração de posse na Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio. O terreno, que tem oito casas, era ocupado principalmente por uma comunidade de pescadores que permaneceu no local mesmo após o aterramento para a construção da Cidade Universitária no local. Eles moravam em uma área conhecida como "Praia do Mangue", próximo à Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A ação ocorreu sem confrontos, mas com muito choro e desespero de quem estava sendo despejado. Os moradores afirmam ter recebido do Governo Federal a promessa de uma nova casa com a execução do mandado de reintegração de posse, mas o combinado não foi cumprido. No campus, caminhões recolheram os móveis e objetos dos moradores para encaminhá-los a um depósito.

Reintegração de posse no terreno ao lado do prédio da Reitoria da UFRJ - Maíra Coelho / Agência O Dia

Em nota, a UFRJ disse que tentou estender o prazo de moradia para os ocupantes do terreno, mas que isso não foi possível devido a ocorrências de comércio ilegal no local. Além das casas do terreno, algumas unidades comerciais funcionavam como bares e lanchonetes. A Universidade disse que cumpriu a determinação judicial para desocupação do terreno e que o não cumprimento prevê multa e outras penalidades à direção da Universidade.

“Esse é o terceiro mandado expedido pela Justiça, após tentativas para negociar prazos e restrições às atividades comerciais junto aos moradores. A Reitoria propôs que o comércio ilegal fosse interrompido. Entretanto, as restrições ao comércio não foram cumpridas pelos estabelecimentos, inviabilizando as bases para a dilatação do prazo”, diz a nota.

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