Justiça de Minas manda soltar torneiro mecânico preso ao desembarcar no Galeão

Eduardo Rodrigues Nery, de 55 anos, foi preso no dia 11 de julho quando chegava da Irlanda e família alega que ele teve a identidade clonada. Juiz Everton Vilaron de Souza solicitou um exame datiloscópico para colher suas digitais

Por O Dia

Eduardo foi preso no Galeão e família alega erro
Eduardo foi preso no Galeão e família alega erro -

Rio - A Justiça de Minas Gerais mandou soltar de forma provisória o torneiro mecânico Eduardo Rodrigues Nery, de 55 anos, preso quando desembarcava no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, no último dia 11 de julho. Eduardo Rodrigues Nery, de 55 anos, foi detido quando chegava da Irlanda, onde estava a trabalho. A família alega que ele teve a identidade clonada e foi preso por engano.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), além da liberdade provisória, o juiz Everton Vilaron de Souza solicitou um exame datiloscópico para colher as digitais do torneiro mecânico. A finalidade seria comparar com o homem que seria o verdadeiro criminoso.

Desde então, Eduardo Nery está preso na Cadeia de Benfica, na Zona Norte do Rio, enquanto sua defesa e família buscam na Justiça provar a sua inocência. Ele foi detido no aeroporto por agentes da Polícia Federal (PF) com a alegação de que ele teria um mandado de prisão em aberto pelo crime de estelionato. Ainda segundo Bruna Nery, uma de suas filhas, o torneiro mecânico teve a identidade clonada por um criminoso de Minas Gerais que saiu da cadeia em 2002. 

"Meu pai foi vítima de uma clonagem de identidade, onde o verdadeiro bandido usou o nome, data de nascimento, filiação do meu pai para criar uma identidade falsa (com numeração e emissor diferente), o mesmo foi preso e saiu sob fiança em 2002, após ter sido acusado de estelionato. Enfim, o verdadeiro bandido neste momento está foragido enquanto um homem inocente está pagando por um crime que ele não cometeu", escreveu ela em um publicação compartilhada no Facebook.

Na época, a filha do preso questionou a decisão da Justiça. "Mesmo com todas as provas a favor do meu pai, apresentadas pelo advogado, onde a foto, a impressão digital, comprovando que (ele e o criminoso) não são a mesma pessoa, e mesmo meu pai não tendo antecedente criminal, ainda assim a desembargadora não acha que seja o suficiente para provar a inocência dele", continuou Bruna em seu relato.

 

O DIA tentou contato com a filha de Eduardo e seu advogado, mas ainda não conseguiu falar com os dois. Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio (Seap), o homem permanecia preso nesta manhã na Cadeia Benfica. 

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