Rio - Em vigor há cinco meses, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro manteve práticas policiais violentas e atingiu resultados pÃfios, diz o Observatório da Intervenção do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, em relatório divulgado nesta segunda-feira. A organização defende mais ações de inteligência e combate à corrupção em segmentos policiais
No balanço dos cinco meses de administração federal na segurança do estado, a organização diz que o número de tiroteios e de chacinas aumentou em relação aos cinco meses anteriores, enquanto o de apreensões de fuzis, metralhadoras e submetralhadoras caiu 39% em comparação ao mesmo perÃodo de 2017.
O estudo usou dados do aplicativo Fogo Cruzado, que registra disparos e tiroteios ocorridos na região metropolitana. Nos cinco meses de intervenção, foram 4.005 tiroteios, contra 2.924 no perÃodo pré-intervenção.
A pesquisadora SÃlvia Ramos, que integra o Observatório, pede mais ações de inteligência e combate à corrupção e menos operações "faraônicas". "Não adianta botar 5 mil homens, 10 mil homens na rua, porque segurança pública funciona de outra forma. Funciona com inteligência e investigação", diz SÃlvia.
Outras ações
Na opinião da pesquisadora, a intervenção poderia mudar o cenário da segurança pública do Rio de Janeiro se se concentrasse em outras ações. "Fazendo investigação dentro das corporações e entregando aquilo que eles prometeram tanto, que é a reestruturação das polÃcias e o isolamento dos segmentos comprometidos com a corrupção."
De acordo com o balanço, nos cinco meses de intervenção, foram realizadas 280 operações, das quais 94 conjuntas entre as Forças Armadas, a PolÃcia Militar e a PolÃcia Civil. Nessas operações, 260 armas foram apreendidas nessas e 69 pessoas morreram.
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